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Coletânea de Poemas Autorais

Criado por: Sloth

Um mural de todos os meus poemas autorais. A série em questão segue a ordem cronológica de quando os mesmos foram feitos.

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Publicações

  • Se Deus Perguntar-me...

    Que é o amor, se tudo passa e se desfaz? É o que fica quando tudo já morreu. Mas, se o tempo a toda cousa fim lhe faz, Como pode perdurar o que nasceu?

  • Primeiro e Último...

    Que havia antes daquele instante? Talvez só o silêncio entre nós dois, Um gesto por dizer, um minuto depois, E o coração tornando-se hesitante.

  • Um Infinito a Mais...

    De que valem as primaveras e verões, Se engolidas pelo mais frio inverno? De que adianta o paraíso para milhões, Se tudo há de findar ao maldito inferno?

  • Ela é ela e eu sou dela...

    Ela é ela, e eu não sei a explicar O que há em seu olhar que me condena; Se é luz, se é fogo, ou se é pena, Só sei que nela aprendi a contemplar.

  • A Segunda Primeira Vez...

    Se o primeiro beijo é aguardar, E o segundo conhece quem deseja, Por que há em meu peito quem se veja Tão perdido quanto antes de te beijar?

  • Quando Tudo Ruir...

    Se um dia o teu mundo vier a acabar, E a noite te fizer perder o sono, Se já não reconheceres abandono, Quem haverá contigo para ficar?

  • A Inveja de Deus...

    Dizem que Deus contempla o homem e o quer, Porque o homem conhece todo o finito; Mas quem contempla a Deus, se em eterno rito Não há o que perder, nem há o que temer?

  • Me Desculpe...

    Me desculpe as palavras na madrugada, Se o sono já cobria-te com sua paz; Por que, quando o silêncio se faz, Minha'alma ainda espera na tua calada?

  • O Caminho por 1553 Milhas...

    Que viste pela estrada ao voltar a me deixar? Quantas vezes teu peito desejou a mim voltar, Enquanto o mundo inteiro corria para trás, E cada nova milha afastava-te mais?

  • Não Sinto Pela Metade...

    Se sinto tua falta, por que escondê-la? Se a saudade arrasta, por que fugir? Se sei que te procuro para ouvir, Por que fingir que pouco importa tê-la?

  • Por me acabarem palavras...

    Que podem os búzios diante de teu olhar, Se nem os Odus te conseguem compreender? Que pode um poeta ao tentar te descrever, Se fazes da poesia um modo de falhar?

  • Ampulheta de Inverno...

    Transparente, o véu tênue que nos separa, Embrenhado por suas mãos nuas, quentes; A areia do sol, como lágrimas da mente, Diante teu toque, que então nos prepara.

  • "Amor, você me amaria se eu fosse uma minhoca...?"

    Se o sopro da existência se interrompe, E a morte nos arranca desse abraço, Que resta do amor que eu no peito faço, Quando o destino a nossa vida rompe?

  • Epílogo Inevitável...

    Tentei calar no peito o teu sentido, Mudar de rumo e vacilar no chão, Guardar a voz em pura negação, Mas em cada intenção já fui vencido.

  • A Escrivaninha e o Altar.

    Fechei o livro onde verti meu pranto, Guardei a tinta e suspendi a pena; Morreu no peito a dolorosa cena De procurar em versos o teu encanto.