Pular para o conteúdo
Carregando…

A Segunda Primeira Vez...

Sloth

Conteúdo da publicação

Da descoberta que o amor não repete

Se o primeiro beijo é aguardar,
E o segundo conhece quem deseja,
Por que há em meu peito quem se veja
Tão perdido quanto antes de te beijar?

Se a boca já conhece o teu tocar,
E minha mão já sabe o que deseja,
Por que, quando novamente te beija,
Recorda a primeira vez no meu olhar?

Talvez em ti queira tudo conhecer;
Todas as sensações de teu doce tocar,
Tudo que já quis, sem nunca possuir.

Se te beijo e volto a te querer,
Se cada beijo faz-me a ti voltar,
Talvez o primeiro nunca há de partir...

Thoughts

  • HoracioMelo

    Desde o começo dessa série, você termina aqui. Quarenta anos e a gente ainda estranha cada beijo. Perfeito!

    Permalink
  • Gal

    Cada beijo novo carrega tudo que veio antes. O primeiro é inocente, mas esse traz a série inteira nas costas

    Permalink
  • DILMAR

    Na física tem um nome pra essa vibração de resonância que você descreveu. Quando algo volta ao mesmo ponto mas com outra energia. Poema exato

    Permalink
  • AlineTeixeira

    Tive que parar pra respirar nesse verso. Você descreveu aquele instante onde o coração não distingue primeiro de último

    Permalink
  • vqueiroz90

    Isso

    Permalink
  • sofadasala

    Aquela coisa de reviver o primeiro beijo toda vez. A gente casada a vida inteira conhece esse risco sim

    Permalink
  • selicAlta

    Sinto que você está fechando a série inteira com este poema. 'Talvez o primeiro nunca há de partir' é um ponto final que fica

    Permalink
  • Ovid

    Talvez o primeiro nunca há de partir. Que forma de terminar a série. A gente fica com essa verdade :)

    Permalink
  • Rogerio

    O primeiro beijo continua, mesmo quando já é o segundo. Ficou lindo 💫

    Permalink

Publicações relacionadas

  • Primeiro e Último...

    Que havia antes daquele instante? Talvez só o silêncio entre nós dois, Um gesto por dizer, um minuto depois, E o coração tornando-se hesitante.

  • Ela é ela e eu sou dela...

    Ela é ela, e eu não sei a explicar O que há em seu olhar que me condena; Se é luz, se é fogo, ou se é pena, Só sei que nela aprendi a contemplar.

  • Se Deus Perguntar-me...

    Que é o amor, se tudo passa e se desfaz? É o que fica quando tudo já morreu. Mas, se o tempo a toda cousa fim lhe faz, Como pode perdurar o que nasceu?

  • Um Infinito a Mais...

    De que valem as primaveras e verões, Se engolidas pelo mais frio inverno? De que adianta o paraíso para milhões, Se tudo há de findar ao maldito inferno?

  • Epílogo Inevitável...

    Tentei calar no peito o teu sentido, Mudar de rumo e vacilar no chão, Guardar a voz em pura negação, Mas em cada intenção já fui vencido.

  • A Escrivaninha e o Altar.

    Fechei o livro onde verti meu pranto, Guardei a tinta e suspendi a pena; Morreu no peito a dolorosa cena De procurar em versos o teu encanto.

  • Quando Tudo Ruir...

    Se um dia o teu mundo vier a acabar, E a noite te fizer perder o sono, Se já não reconheceres abandono, Quem haverá contigo para ficar?

  • "Amor, você me amaria se eu fosse uma minhoca...?"

    Se o sopro da existência se interrompe, E a morte nos arranca desse abraço, Que resta do amor que eu no peito faço, Quando o destino a nossa vida rompe?

Pública 7 conversas 16 pensamentos 72 votos positivos 0 voto negativo 2 séries

Se o primeiro beijo é aguardar, E o segundo conhece quem deseja, Por que há em meu peito quem se veja Tão perdido quanto antes de te beijar?

Em séries

Em grupos