Sobre ser para ela o que ela sempre foi para mim
Se um dia o teu mundo vier a acabar,
E a noite te fizer perder o sono,
Se já não reconheceres abandono,
Quem haverá contigo para ficar?
Se a dor não quiser mais se calar,
E o pranto parecer teu único dono
Se até teu próprio peito for teu trono
De uma dor impossível de expulsar,
Que posso eu fazer contra a tormenta,
Se nem todo o amor que se apresenta
Consegue à própria dor fazer cessar?
Talvez amar não seja dar resposta,
Mas permanecer quando a vida encosta
Seu peso em quem não pode mais lutar...