Tu és o eco que habita meu silêncio,
a tormenta mansa no meu mar sereno,
o pecado que carrego com ternura,
o vício doce que me consome lento.
És o toque que fere e acalma,
o sopro quente da perdição,
a lembrança que grita na madrugada,
o delírio que assombra o coração.
És o sorriso que antecede o abismo,
a lágrima que insiste em não cair,
a tentação vestida de promessa,
o perigo ao qual escolhi seguir.
E mesmo sabendo do fim inevitável,
aceito o risco, o corte, a dor,
pois viver sem teu veneno seria o mesmo
que existir sem conhecer o amor.