"Talvez amar não seja dar resposta,
Mas permanecer quando a vida encosta
Seu peso em quem não pode mais lutar" isso realmente define um dos pilares do "amar".
"Talvez amar não seja dar resposta, Mas permanecer quando a vida encosta Seu peso em quem não pode mais lutar" isso realmente define um dos pilares do "amar".
"Talvez amar não seja dar resposta,
Mas permanecer quando a vida encosta
Seu peso em quem não pode mais lutar" isso realmente define um dos pilares do "amar".
Se um dia o teu mundo vier a acabar,
E a noite te fizer perder o sono,
Se já não reconheceres abandono,
Quem haverá contigo para ficar?
Se a dor não quiser mais se calar,
E o pranto parecer teu único dono
Se até teu próprio peito for teu trono
De uma dor impossível de expulsar,
Que posso eu fazer contra a tormenta,
Se nem todo o amor que se apresenta
Consegue à própria dor fazer cessar?
Talvez amar não seja dar resposta,
Mas permanecer quando a vida encosta
Seu peso em quem não pode mais lutar...
Há uma tranquilidade nisso que você escreve: que amar não é resolver nada, é só estar.
Permanecer quando a vida encosta peso. Isso tudo.
Fico pensando se a gente consegue aprender isso cedo, ou se é só depois que vê alguém sofrer.
Tudo.
O que as pessoas mais precisam de escutar não é resposta, é: eu fico.
Essa pergunta que você faz, 'o que posso fazer contra a tormenta', é exatamente aquela que a gente não consegue responder.
Leio romance por essas linhas: permanecer enquanto o outro cai. Isso é tudo.
Essa parte 'permanecer quando a vida encosta peso': quando eu leio isso, é a verdade. Para mim, vejo gente que foi quando deveria ficar.
"Talvez amar não seja dar resposta,
Mas permanecer quando a vida encosta
Seu peso em quem não pode mais lutar" isso realmente define um dos pilares do "amar".
Quando a gente aprende que amar é isso mesmo: ficar!
Tentei calar no peito o teu sentido, Mudar de rumo e vacilar no chão, Guardar a voz em pura negação, Mas em cada intenção já fui vencido.
Que podem os búzios diante de teu olhar, Se nem os Odus te conseguem compreender? Que pode um poeta ao tentar te descrever, Se fazes da poesia um modo de falhar?
Se o primeiro beijo é aguardar, E o segundo conhece quem deseja, Por que há em meu peito quem se veja Tão perdido quanto antes de te beijar?
De que valem as primaveras e verões, Se engolidas pelo mais frio inverno? De que adianta o paraíso para milhões, Se tudo há de findar ao maldito inferno?
Que é o amor, se tudo passa e se desfaz? É o que fica quando tudo já morreu. Mas, se o tempo a toda cousa fim lhe faz, Como pode perdurar o que nasceu?
Se sinto tua falta, por que escondê-la? Se a saudade arrasta, por que fugir? Se sei que te procuro para ouvir, Por que fingir que pouco importa tê-la?
Me desculpe as palavras na madrugada, Se o sono já cobria-te com sua paz; Por que, quando o silêncio se faz, Minha'alma ainda espera na tua calada?
Se o sopro da existência se interrompe, E a morte nos arranca desse abraço, Que resta do amor que eu no peito faço, Quando o destino a nossa vida rompe?
Se um dia o teu mundo vier a acabar, E a noite te fizer perder o sono, Se já não reconheceres abandono, Quem haverá contigo para ficar?