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fm1977

Joined 5 de out. de 2026
@fm1977

Recent posts

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    Doce cena Deitada sobre mim, a pele branca; Um leve riso franco e um doce jeito. Do gozo, descansada no meu peito, Profundo, o meu suspiro lhe levanta... A mão me coça o ombro, se descansa; Meu corpo, fatigado, aperta o seio. Um olho que relembra a cena, o feito, E o outro de excitado, fita e dança... A brisa traz o cheiro dos cabelos E roça cada curva desenhada Na pele que descansa avermelhada... Me ocorre um tal nervoso, um novo apelo, Que pulsa pela veia lambusada: Fazer do dia a noite que…

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    Dissolvidos na noite De manhã, partiremos sem destino! O barco nos espera, preguiçoso... Eu e tu, e as gaivotas como endosso, Nos permitindo os sonhos infinitos! A maresia, o vento e o sol à pino; Balanço leve às ondas, mar formoso; O teu sorriso doce e silencioso E eu me sentindo em fúria de menino... Dois peregrinos soltos ao relento Das amarras do tempo e do caminho Que, quando as aves voltam aos seus ninhos, À tarde, no cansar do firmamento, Nós despertamos firmes, no momento, Da noite…

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    Soneto da caverna No escuro andei metade desta estrada E ouvia vozes sem nenhum sentido; A mente mergulhada em água rasa E o passo sempre atrás ao percorrido. Imerso pelo efeito da manada Com ela envenenado e distraído Fugia, dia a dia, a vida em cada Pegada que existia sem ter ido. Mas eis que foi no breu de uma caverna A forja, o ponto, exames e a sutura Das cinzas cicatrizes de uma morte... Entrei em restos mortos pelo alerta De todos os silêncios fiz a cura Voltei, Hidra de Lerna, bem mais…

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    Corre o rio Corre o rio num resplendor de risco d’água, Insistente, e serpenteando os seus contornos, Vê no verde refletido em suas águas, A beleza da floresta e seus adornos. Corre o rio e, rastejante, à terra afaga: Quando é dia, à luz, sacia a sede vinda; Quando é noite, canta baixo em serenata, Vai ninando ao colo a flora e fauna, infindas. Corre o rio levando a vida no seu seio, Aplaudindo os filhos no ballet dos peixes, Rente ao movimento de um nadar sem freios, Sob intenso sol que doura…

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    Versos de vida Quando, às questões do farto pensamento, Eu chamo acontecidos do passado, Abraço a falta do que sinto e enfrento A volta infinda deste tempo amado. Não rezo a Deus ou trago tais momentos Por força sã ou dores do meu fado: Tão bom foi conhecer o amor intenso Que o peito pede mais do velho estado... Eu canto, não por choro ou pena em festa, Nem mesmo como meta, dom, destino Ou pela poesia acontecida. Mas canto, apenas, porque é o que me resta! E enquanto ao peito o bicho solta o…

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    Soneto filosófico II Nós dois, de tudo que professa a vida Da pétala à ferida, toda a estrada -São tantos os papéis, a volta e a ida- Perdemo-nos na curva destinada. Nós somos tantos por qualquer esquina E em nós habita, personalizada, Diversa história, marcas coloridas Humanidades várias por morada. De mim sou por você em outros tantos E somam-se infinitos de nós dois Que os fatos são os passos frente a frente. Eu sou você, você por mim, garanto! E tudo vem e é e vai depois E sempre nos…

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    Bilhete de passagem As parcas folhas voam ressequidas... Descansa a alcova, a pá e um vil coveiro. Enquanto o inverno chega, sorrateiro, Famintos vermes varrem a descida. A cama com a terra carcomida Aguarda o sono escuro e derradeiro E a vaga é sem convite ao passageiro: Bilhete de passagem só de ida. Levando inúteis vestes na bagagem, Vai leve pelos braços dessa trilha Também revolto por não ter ficado... Mas deixa doces antes da viagem: O amor, a arte, as duas belas filhas E algum soneto…

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    Soneto medieval II Petrarca meu amigo medieval Poeta envelhecido dos meus anos Boccaccio te mandou alguns abanos Do túmulo poético e fatal! E Dante, vivo em seu Inferno astral Do amor em Beatriz, eterno plano Sacode, percorrido em seus enganos Nos danos de um exílio sem igual... Um sopro em decassílabos no verso Cuspido pela mais florida arma: Carinhos invisíveis em afagos... De toda a poesia do Universo Em Dante, seu Boccaccio, ah e Petrarca, Cantantes no presente do passado...

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    Resiliente Se ficaste por anos na amargura, Na cela escura da desilusão, Celebras hoje o fim desta tortura E sentes o frescor no coração. A cólera, as dores e a loucura, Toda a feiura agora é nada, é um grão! Tua vida enfrentaste, foste à luta, Tua vida é presente, é gratidão! Bendita sejas pela resistência, Pelo tempo sangrado e aprendido, Pela força contida na paciência! Bendita sejas teres resistido, E seres toda, só resiliência: Bendita haveres, por amor, vencido!

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    Devaneio Chegado o instante, após passado o dia De incômodos, fadigas e cansaço, Agora posso descansar o passo E a ti, cantar o verso, a poesia... Adentro a noite, a madrugada fria, A luz da Lua a me fitar do espaço... E sinto a febre, o fogo, o teu abraço, E lembro o afago enquanto me sorrias. Meu pensamento voa e vivifica, Da pena escorres doce e tu flutuas E surges, ah, quem dera ser verdade... Me vem uma fisgada, o peito grita, Tu vais e ficam as lembranças tuas, Teu cheiro, o lábio rubro…

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    Brio de mulher Se pela vida eu quis amar teu ser, Deixei crescer a luz no coração, Hoje salvo minh'alma pra viver E ao "tudo por amor" eu digo:" não!" Não posso assim, tão jovem, padecer Sem conhecer o amor de um homem são. Alguém que estenda a mão quando eu doer E abrace-me sem hora, por paixão! Maldito sejas, tempo posto fora! Não és um homem, és a escória, o estorvo, Nem aprendeste a conhecer meu corpo! Jamais pensaste que eu iria embora, Nem que eu encontraria um grande amor: Adeus dou…

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    Soneto Dantesco Quem dera ao meu soneto, um filho em Dante E a musa prenhe à lira assaz de Apolo; O verso suplicante em sangue e dolo Correndo como o rio mais refrescante. Quem dera por meu verso eterno e avante, Pequeno grão brilhante por consolo; Um beijo, algum carinho em todo colo E todos, pelos olhos, meus amantes... E a graça pelos lábios de quem vive Me seja só cicuta, só doçura Que não pode entender quem não a prove. E assim meu coração se esvai, sublime, Derrete e ao derreter doente…

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    Talvez Talvez te escreva eu os versos mais tristonhos Dos sonhos meus, distantes. Tão longe jaz também a realidade... Saudade! E o meu semblante é enfadonho. Talvez me caia a noite n’alma ao te lembrar, Ficar a dedilhar estrelas E sempre ao descrevê-la, pois, chorar... Porém, quem sabe, um dia eu hei de tê-la E convertê-la em mim E em nós sermos o mesmo fim? Talvez eu deixe a cruz deste invisível beijo, Cortejo entristecido. O amor é gota d’água em meu deserto Tão certo e combalido, um frio…

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    Submissos sonhos A noite esconde as cicatrizes Dos dias mais felizes... E lembro, assim, no escuro do meu quarto, Dos áureos tempos de um amor sem crise E que hoje ainda guardo, Com tanto amor, Com tanta dor, Que sempre, até dormir, eu antes, ardo... E, quando durmo, muito eu sonho Que tenho fé, que ponho, As esperanças num retorno novo; Pedinte a ti, chorando eu te proponho, Um recomeço nosso, Humilde e lindo, Profundo e infindo Ao não lembrar escombros e destroços! Mas sempre vem a luz do…

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    Um novo relevo Por que meu verso não renova a forma, Não canta um mote novo, uma mudança? Por que não descortina outras nuanças E, no horizonte, adentra novas portas? Por que a minha pena enreda a trova Ao mesmo galanteio, à mesma andança, Que cada verso quase, em entregança, Diz meu nome, repete e se conforma? A ti, amada, a ti é que eu escrevo E ao velho dito dou novo relevo! Tu és o assunto, meu mundo eterno e vasto! Quero tu’alma, teu corpo, o olhar, teu nome; Quero saciar a sede, a minha…

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    Desiderata paterna Oh, filha! Se nasceste neste mundo E eu, pelo amor fecundo, renasci; Se ao esperar-te vir, suado, imundo, Chorando só e, junto, enfim, sorri; Se apaixonado à vida mais e mais, Em teus olhos fatais, fui me tornando; Se nunca imaginei quão bom ser pai, Preocupar-me demais, viver amando; Se ao te guiar, pequena, passo a passo, Sentiste nos meus braços, segurança; E, quando sufocada em meus abraços, Pediste mais amassos, canto e danças; Se o doce borbulhar da juventude Do amor…

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    Portões Navego pelo sal do desatino Sou marinheiro ao tempo que me guia. Eu levo cicatrizes de aprazia Do vento e do ciclone repentino. De toda a vastidão sou inquilino, Eterno peregrino em maresia. Valida meu destino em travessia Avante, Poseidon - aval divino. Não quero o porto, o nó que o laço amarra; Não temo a tempestade e seus trovões; Não busco a fuga do selvagem vento... Eu quero a onda, a chuva, o casco, a farra; A natureza aberta em seus portões Levando a vela a eternizar meu tempo...

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    O menino da sinaleira E sobe a bola, então jogada ao alto... Fechada, a sinaleira lhe observa. A lágrima vermelha do olho incauto Escorre, e sem ser vista, se conserva. Enquanto desce a bola, as outras dançam, Nas sujas mãos, em vão esperançosas. Os olhos de poeira então se lançam Aos vidros dos maridos e as esposas. O show é curto e logo ele termina, Mas qual o quê, começa o vil passeio Por entre vielas da diária sina Tragando só fumaça e olhares feios... Seus horizontes vão sumindo aos…

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    Artista de rua Eu sou um artista de rua! Aquele que dança e flutua, Pintado de verde e esperança; Que toca, que bate e sacode O corpo, o atabaque, o que pode, Com a alma sangrando na dança. Eu faço a criança sorrir, No sopro do apito a zunir, E vejo as pessoas chegando. Pareço contente e feliz Pulando e pintando o nariz, Mas sinto o meu peito chorando. Eu subo no chão da cadeira E abano sentindo coceira, Ouvindo assovio e risadas. Espio do canto dos olhos O velho chapéu e recolho: Sem uma…

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    Soneto de saudade II Um século oceânico e mortal Que descortina o peito no suspiro, A tudo ele interfere onde eu me firo E a febre quer que eu pense ser normal... O sangue espalha a lava em meu quintal, Quilômetros sangrentos pelo tiro, Tonturas e desmaios como um giro Tão próxima a distância do meu mal... Ensaio dançarinos cerebrais Que brincam onde eu já perdi a graça Flechado pelo arpão que não me solta. Mas sou o mesmo humano aos anormais: Caçar a lebre fria que não passa, Gritar a voz e…

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    Soneto derradeiro Assim que a noite arremessar seus braços E do relógio derreter ponteiros, O que será meu livro derradeiro, Palavra por palavra, passo a passo? De tudo que pensei, gritei no traço, Não lembro de lembrar deste coveiro Que dá de ombros, rega seu canteiro E planta histórias podres de cansaço! Mas ah, que desatento, inconsequente: Agora me reluz esta estadia E o preço me sorri com brancos dentes... Que viva cada verso efervescente Da terra que me abafa em poesia E a vida se…

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    Alguma gente Lá vamos tão cercados de certezas De gente tão perdida quanto nós Fingindo segurança, impondo a voz Sem nunca ter coragem de uma empresa... Na foto, vinhos caros sobre a mesa De herança recebida dos avós: Empáfia é o submundo do feroz Que rouba o pirulito de uma presa... A vida que não vem com instruções Sorri da gente e à dor que não se posta E lava à noite a fronha e travesseiro: O espelho não vomita as soluções; O grito é o eco seco sem resposta... Ao menos vai o engano…

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    Alguma gente Lá vamos tão cercados de certezas De gente tão perdida quanto nós Fingindo segurança, impondo a voz Sem nunca ter coragem de uma empresa... Na foto, vinhos caros sobre a mesa De herança recebida dos avós: Empáfia é o submundo do feroz Que rouba o pirulito de uma presa... A vida que não vem com instruções Sorri da gente e à dor que não se posta E lava à noite a fronha e travesseiro: O espelho não vomita as soluções; O grito é o eco seco sem resposta... Ao menos vai o engano…

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    Soneto da celebração etílica Celebro a vida numa rubra taça... Que seja o ouro ao copo da cerveja, O que me importa, ora agora, veja, É a busca eterna por alguma graça! Um tapa forte, um beijo na cachaça, Ou um conhaque: ah, o olho lacrimeja... O que fazer se a alma assim deseja E vez em quando o fígado rechaça? Se a vida finda e às vezes sem avisos, Porque não espalhar ébrios sorrisos Do bar, do lar, ao mundo sem ter culpa? Eterna é a busca da felicidade; Eterna é a mesa e à volta as amizades…

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    Nova norma Nasci no tempo como todo mundo Chorando, imundo e bruto. Da mãe, o fruto: Semente em primitivo amor profundo! Mas me pergunto: “E antes, onde andava, Sem ser no ar, matéria; Sem sangue e artéria Nem átomo, nem célula calada?” Não sei! Só sei que aqui nasci morrendo Enfim, vivendo em frente, Indiferente No acerto, no erro, mas em mim crescendo! E em crescimento, me peguei pensando, Que cada pranto em vida Em vil ferida, São mortes onde o vivo morre amando! Na vida nós morremos tantas…

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    Mata mas não morre Insanos são os anos...considero. Por entre os sonhos, liso escorre o tempo. Embora enfermo e a febre em fel fervendo Alguma coisa diz, ao fim, que eu erro! Não me pergunto: “Deus, por quê?”, não quero... Apenas finjo, ator que represento, Que tenho só certezas, que eu entendo, Mas dias, meses, anos...passo...espero... A música não para! Eu sempre a escuto; Se fecho os olhos, ah...aí que vejo E sinto o encanto de um eterno porre! Respiro no sufoco e o grito é mudo, Mas cura…

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    Soneto Shakespeareano Eu vejo a forma num espelho mudo Que aponta onde antes telhas eram tantas, Paredes uniformes, troncos brutos, Cupins inofensivos, tinta franca... O espelho ri-se dessa luz que apaga, Qual dia que faz sol e a noite chega, E a célula desiste, e o tempo traga, E a foice canta em capa fria e negra... E eu lembro o dia de um arder do fogo, Tão lindo e vivo ao verde do passado, Que agora efêmero se expira logo E tanto se nutriu... Vai-se esgotado... Porém não vou, sem antes…

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    Alguma gente Lá vamos tão cercados de certezas De gente tão perdida quanto nós Fingindo segurança, impondo a voz Sem nunca ter coragem de uma empresa... Na foto, vinhos caros sobre a mesa De herança recebida dos avós: Empáfia é o submundo do feroz Que rouba o pirulito de uma presa... A vida que não vem com instruções Sorri da gente e à dor que não se posta E lava à noite a fronha e travesseiro: O espelho não vomita as soluções; O grito é o eco seco sem resposta... Ao menos vai o engano…

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    Soneto de saudade De alguma forma se eu puder da ardência Que o bicho rói faminto e em dois reparte Tirar matéria prima, engenho e arte E desse afã um grito por clemência... Se mesmo algoz o tempo e a frequência E a vez severa corta a carne que arde Que posso então, se não, da contraparte Amar, e do terror ser indolência? E o peito esconde escombros ancestrais E o tempo se alimenta de ano em ano E o bicho engorda e cresce a eternidade O mais do mesmo endossa o querer mais O corte acorda o fogo…