Soneto de saudade II
Um século oceânico e mortal
Que descortina o peito no suspiro,
A tudo ele interfere onde eu me firo
E a febre quer que eu pense ser normal...
O sangue espalha a lava em meu quintal,
Quilômetros sangrentos pelo tiro,
Tonturas e desmaios como um giro
Tão próxima a distância do meu mal...
Ensaio dançarinos cerebrais
Que brincam onde eu já perdi a graça
Flechado pelo arpão que não me solta.
Mas sou o mesmo humano aos anormais:
Caçar a lebre fria que não passa,
Gritar a voz e vez da minha volta.