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Soneto da caverna No escuro andei metade desta estrada E…

fm1977

Conteúdo da publicação

Soneto da caverna

No escuro andei metade desta estrada

E ouvia vozes sem nenhum sentido;

A mente mergulhada em água rasa

E o passo sempre atrás ao percorrido.

 

Imerso pelo efeito da manada

Com ela envenenado e distraído

Fugia, dia a dia, a vida em cada

Pegada que existia sem ter ido.

 

Mas eis que foi no breu de uma caverna

A forja, o ponto, exames e a sutura

Das cinzas cicatrizes de uma morte...

 

Entrei em restos mortos pelo alerta

De todos os silêncios fiz a cura

Voltei, Hidra de Lerna, bem mais forte!

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Soneto da caverna No escuro andei metade desta estrada E ouvia vozes sem nenhum sentido; A mente mergulhada em água rasa E o passo sempre atrás ao percorrido. Imerso pelo efeito da manada Com ela envenenado e distraído Fugia, dia a dia, a vida em cada Pegada que existia sem ter ido. Mas eis que foi no breu de uma caverna A forja, o ponto, exames e a sutura Das cinzas cicatrizes de uma morte... Entrei em restos mortos pelo alerta De todos os silêncios fiz a cura Voltei, Hidra de Lerna, bem mais…