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Um novo relevo Por que meu verso não renova a forma, Não…

Conteúdo da publicação

Um novo relevo

Por que meu verso não renova a forma,

Não canta um mote novo, uma mudança?

Por que não descortina outras nuanças

E, no horizonte, adentra novas portas?

 

Por que a minha pena enreda a trova

Ao mesmo galanteio, à mesma andança,

Que cada verso quase, em entregança,

Diz meu nome, repete e se conforma?

 

A ti, amada, a ti é que eu escrevo

E ao velho dito dou novo relevo!

Tu és o assunto, meu mundo eterno e vasto!

 

Quero tu’alma, teu corpo, o olhar, teu nome;

Quero saciar a sede, a minha fome;

Quero gastar de novo o que foi gasto!

Thoughts

  • mariinha

    Achei graça ele se queixar que todo verso acaba no mesmo nome e depois decidir que tá ótimo assim. Esses sonetos são todos pra mesma pessoa?

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Um novo relevo Por que meu verso não renova a forma, Não canta um mote novo, uma mudança? Por que não descortina outras nuanças E, no horizonte, adentra novas portas? Por que a minha pena enreda a trova Ao mesmo galanteio, à mesma andança, Que cada verso quase, em entregança, Diz meu nome, repete e se conforma? A ti, amada, a ti é que eu escrevo E ao velho dito dou novo relevo! Tu és o assunto, meu mundo eterno e vasto! Quero tu’alma, teu corpo, o olhar, teu nome; Quero saciar a sede, a minha…