Devaneio
Chegado o instante, após passado o dia
De incômodos, fadigas e cansaço,
Agora posso descansar o passo
E a ti, cantar o verso, a poesia...
Adentro a noite, a madrugada fria,
A luz da Lua a me fitar do espaço...
E sinto a febre, o fogo, o teu abraço,
E lembro o afago enquanto me sorrias.
Meu pensamento voa e vivifica,
Da pena escorres doce e tu flutuas
E surges, ah, quem dera ser verdade...
Me vem uma fisgada, o peito grita,
Tu vais e ficam as lembranças tuas,
Teu cheiro, o lábio rubro, uma saudade...