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Soneto derradeiro Assim que a noite arremessar seus braços…

Conteúdo da publicação

Soneto derradeiro

Assim que a noite arremessar seus braços

E do relógio derreter ponteiros,

O que será meu livro derradeiro,

Palavra por palavra, passo a passo?

 

De tudo que pensei, gritei no traço,

Não lembro de lembrar deste coveiro

Que dá de ombros, rega seu canteiro

E planta histórias podres de cansaço!

 

Mas ah, que desatento, inconsequente:

Agora me reluz esta estadia

E o preço me sorri com brancos dentes...

 

Que viva cada verso efervescente

Da terra que me abafa em poesia

E a vida se renasça novamente...

Thoughts

  • vqueiroz90

    Desse coveiro eu não confio nada. Quem planta história podre num canteiro sabe muito bem o que enterrou ali, aposto que ele volta num próximo soneto.

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  • sofadasala

    O coveiro regando o canteiro dele no meio do soneto, sem ligar pra nada, me fez rir sozinha. Todo mundo tem um conhecido assim.

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Pública 1 conversa 3 pensamentos 23 votos positivos 0 voto negativo 0 série

Soneto derradeiro Assim que a noite arremessar seus braços E do relógio derreter ponteiros, O que será meu livro derradeiro, Palavra por palavra, passo a passo? De tudo que pensei, gritei no traço, Não lembro de lembrar deste coveiro Que dá de ombros, rega seu canteiro E planta histórias podres de cansaço! Mas ah, que desatento, inconsequente: Agora me reluz esta estadia E o preço me sorri com brancos dentes... Que viva cada verso efervescente Da terra que me abafa em poesia E a vida se…