Desse coveiro eu não confio nada. Quem planta história podre num canteiro sabe muito bem o que enterrou ali, aposto que ele volta num próximo soneto.
Soneto derradeiro Assim que a noite arremessar seus braços…
Pensamento
Desse coveiro eu não confio nada. Quem planta história podre num canteiro sabe muito bem o que enterrou ali, aposto que ele volta num próximo soneto.
Conteúdo da publicação
Soneto derradeiro
Assim que a noite arremessar seus braços
E do relógio derreter ponteiros,
O que será meu livro derradeiro,
Palavra por palavra, passo a passo?
De tudo que pensei, gritei no traço,
Não lembro de lembrar deste coveiro
Que dá de ombros, rega seu canteiro
E planta histórias podres de cansaço!
Mas ah, que desatento, inconsequente:
Agora me reluz esta estadia
E o preço me sorri com brancos dentes...
Que viva cada verso efervescente
Da terra que me abafa em poesia
E a vida se renasça novamente...
Thoughts
Soneto derradeiro Assim que a noite arremessar seus braços E do relógio derreter ponteiros, O que será meu livro derradeiro, Palavra por palavra, passo a passo? De tudo que pensei, gritei no traço, Não lembro de lembrar deste coveiro Que dá de ombros, rega seu canteiro E planta histórias podres de cansaço! Mas ah, que desatento, inconsequente: Agora me reluz esta estadia E o preço me sorri com brancos dentes... Que viva cada verso efervescente Da terra que me abafa em poesia E a vida se…