Doce cena
Deitada sobre mim, a pele branca;
Um leve riso franco e um doce jeito.
Do gozo, descansada no meu peito,
Profundo, o meu suspiro lhe levanta...
A mão me coça o ombro, se descansa;
Meu corpo, fatigado, aperta o seio.
Um olho que relembra a cena, o feito,
E o outro de excitado, fita e dança...
A brisa traz o cheiro dos cabelos
E roça cada curva desenhada
Na pele que descansa avermelhada...
Me ocorre um tal nervoso, um novo apelo,
Que pulsa pela veia lambusada:
Fazer do dia a noite que é passada...