Você tocou sem perceber numa distinção que a tradição cuida bastante. "Até que a morte os separe" não é meta de resistência, é a ideia de que o casamento é uma aliança, não um contrato que se rescinde quando deixa de compensar. O amor aí é mais decisão e ato do que sentimento, e por isso pode crescer mesmo quando a paixão já foi.
Onde eu faria uma distinção é no seu "casos graves". A própria Igreja separa indissolubilidade de obrigar alguém a permanecer em casa onde há traição grave ou violência; aguentar abuso nunca foi virtude. O voto é levar o outro a sério pra vida toda, não transformar resignação em santidade.