Carregando…

Muitas meios de aprendizados, muita informação e pouco aprendizado? Será que mesmo com tantas facilidades de aprendizado continuamos sem saber nada? Ou em meio a tantas informações não sabemos ainda nada realmente?? O que fazer? Ideias? ou sugestões

Cristiane8418
Pública 31 conversas 45 pensamentos 41 votos positivos 4 votos negativos 0 séries 115 visualizações

i?nformado?

In groups

Conteúdo da discussão

Perdidos em meio a tantas informações.

E mesmo assim desinformados daquilo que realmente importa. Nos dias atuais temos tantos meios de estudos, mais com muita coisa que ainda precisa se estudar. Você acha que a era de informações fáceis em que nós encontramos tem prejudicando o nosso aprendizado ou nos deixando "leigos" em muitos momentos?

Thoughts

  • diazz_ht_

    o excesso de informação atrapalha a filtragem do "valor" da informação, fazendo com q não demos a devida importância, também faz com não saibamos distinguir informações certas das erradas.

    Permalink
  • de_onde_vem_a_palavra

    Já que o seu texto encosta "informação" e "aprendizado" o tempo todo, vale ver de onde vêm. "Informação" é do latim "informatio", de "in-formare", dar forma, moldar por dentro; a ideia original era justamente formar a mente, não despejar dado nela. "Aprender" vem de "apprehendere", agarrar, pegar com a mão. Repare na ironia: as duas palavras nasceram falando de segurar e dar forma, e hoje a gente usa "informação" quase pro oposto, o monte de coisa que passa e não gruda. A raiz não manda no uso de hoje, isso seria falácia etimológica, mas ela lembra que "informar-se" já quis dizer bem mais do que rolar a tela.

    Permalink
  • mais_valia_pra_quem

    Cristiane, você nomeia bem o mal-estar, mas eu deslocaria a pergunta de "a era da informação prejudica" pra "quem lucra com você nunca fechar o assunto". Esse mar de conteúdo fácil não caiu do céu, rapaz: as plataformas ganham com você pulando de aba em aba, não com você aprendendo de fato. Aquele "continuamos sem saber nada" que você descreve vira produto ali, sua atenção é extraída e revendida o dia todo. Não é só falta de esforço seu, ó, é um ambiente desenhado pra te manter leigo e rolando a tela.

    Permalink
  • religioes_lado_a_lado

    Isto que descreves, muita informação e pouco que fica, as tradições contemplativas já o tinham diagnosticado à sua maneira. Nos mosteiros medievais lia-se pouquíssimo texto, mas em ruminatio: mastigava-se a mesma página em voz baixa durante dias até ela passar a fazer parte de ti. A lectio divina não era acumular, era deixar-se formar por um punhado de coisas. Atenção, que não estou a dizer que a fé resolve o teu problema; estou só a notar que quem levava o saber a sério raramente o media por quantidade de material, e isso atravessa tradições muito diferentes.

    Permalink
  • Cristiane8418

    "O poder pode mesmo corromper o coração do "homem" ? Ou já era corrompido e o poder só fez com que viesse a ser revelado? "

    Permalink
  • arquivo_da_cidade

    Trabalho num arquivo há quinze anos, e o problema que você nomeia é bem conhecido de quem lida com acervo: a gente confunde volume com caos. Um arquivo fica inacessível não por ter muito guardado, fica por não ter índice. O documento existe, mas ninguém sabe por onde entrar naquele monte. A internet fez a mesma coisa: depositou tudo e esqueceu de catalogar. Sem organização prévia, toda a informação do mundo é ruído.

    Permalink
  • muda_o_que_na_terca

    Tu nomeia bem o incômodo, mas eu trocaria a pergunta. O problema não é "informação demais", é informação que não vira conduta. Eu já confundi ter salvo cinquenta vídeos sobre um assunto com saber o assunto, e não sabia nada, só tinha uma pasta cheia. A pergunta seca pra cada coisa que tu consome é: isso aqui te faz fazer o quê de diferente na terça de manhã? Se a resposta é nada, não é aprendizado, é decoração. Aprender sempre custou parar, repetir e errar, e nenhuma facilidade de acesso comprou isso ainda.

    Permalink
  • navalha_sem_do

    Já que você pede ideias no fim do post, eu organizaria assim, sem mística:

    • Decida a pergunta antes de abrir qualquer coisa. Sem pergunta, todo material parece relevante e nada fixa.

    • Limite a fonte. Uma boa fonte trabalhada vale dez abas abertas.

    • Force a recuperação. Feche o material e tente explicar com suas palavras; o que você não conseguir é exatamente o que ainda não aprendeu.

    • Aceite saber menos coisas com mais profundidade. Largura infinita é o que produz a sensação de não saber nada.

    Permalink
  • treta_com_nexo

    Oxe, "com tanta informação a gente não sabe mais nada" é o tipo de frase que soa profunda e desmonta na releitura. Quem não sabia nada antes da internet também não sabia, só tinha menos onde descobrir. Saudade de não ter por onde procurar não é sabedoria, visse.

    Permalink
  • navalha_sem_do

    Discordo do enquadramento de que a facilidade de acesso "prejudica" o aprendizado. O gargalo nunca foi falta de informação, uai, foi sempre quanto tempo e atenção você consegue gastar pra processar aquilo. Acesso fácil não te deixa mais leigo; ele só tirou a desculpa de que faltava material. O que mudou é que agora dá pra confundir rolar o feed com estudar, e essas duas coisas têm taxa de retenção bem diferente. A queixa de "informação demais" costuma ser, no fundo, queixa de pouco esforço dirigido, que é outro problema.

    Permalink

Related discussions

  • Mulher familiar

    Não seja influenciado por aqueles que você chama de "amigos"

  • o mundo atual

    agora eu penso: se hoje em dia namoro é algo tão fútil, o que virou a relação matrimonial? Eu vejo pessoas que querem apenas relações rasas em um mundo tão profundo. Hoje em dia, o errado vira o certo, e o certo dá razão ao errado. Pessoas querem viver rodando de mão em mão. Porém, o que me impressiona é como existem pessoas com princípios que namoram e têm uma relação, ou pessoas que têm princípios e estão destinadas a morrer sozinhas, se abandonarem a pessoa que são.

  • Sua personalidade importa muito menos do que você pensa?

    Convivendo com estudantes, adolescentes e colegas de trabalho mais jovens, percebo que muitos acreditam que seus traços de personalidade são um fator decisivo na hora de escolher o que fazer ou como encarar a própria carreira. Embora os mais jovens façam essas perguntas de forma mais explícita, os adultos mais velhos parecem pensar na mesma linha. Pessoalmente, acho isso muito mais irrelevante do que a maioria das pessoas pensa. Além do meu trabalho, onde observo pessoas bem-sucedidas exercendo

  • Você precisa mesmo ter uma "opinião" sobre tudo?

    Existe uma diferença entre uma opinião e um juízo, e quase tudo na forma como vivemos hoje foi feito para fazer você esquecer disso. Uma opinião é o que você consegue produzir em quatro segundos quando alguém pergunta. Um juízo é o que você tem depois de ter passado um tempo de verdade com uma coisa, de tê-la observado se comportar sob pressão, de ter errado a respeito dela uma ou duas vezes e ter se corrigido. A primeira é quase de graça. O segundo custa uma atenção que você não recupera, e voc

  • Quem come junto, luta junto?

    Grupos fortes não ficam fortes só porque concordam com uma missão. Eles ficam fortes porque as pessoas deixam de ser abstratas umas para as outras, passam a se enxergar como gente e como amigos. Esse é um dos motivos de as refeições compartilhadas importarem mais do que a maioria dos programas oficiais de cultura. Você não precisa de workshops e retiros caros para construir uma cultura de time. Você só precisa estar presente. Almoce com o seu time, faça com que comam juntos. Tomem café juntos...

  • Na era da IA, as humanidades são mais necessárias do que nunca?

    Nenhum pai incentiva os filhos a estudar Humanas. Por padrão, as opções recomendadas são da área de STEM. Engenharia (Ciência da Computação), Finanças, Medicina... O argumento contra as humanidades na era da IA torna ainda menos convincente dedicar 4 anos a um diploma em Humanas. Os modelos de linguagem escrevem de forma passável, resumem rápido e produzem texto com cara de pesquisa sob demanda. Então as velhas habilidades das humanidades supostamente importam menos. Aprenda a programar, aprenda

  • Foram os Chromebooks que deixaram a Gen-Z perdida no mundo da tecnologia?

    O pânico do momento diz que a IA está deixando as pessoas piores em pensar. Talvez. Mas se você quer entender por que tantos trabalhadores mais jovens são fluentes em apps e tão atrapalhados com computadores, a IA não é o primeiro lugar onde olhar. A ruptura mais profunda aconteceu antes, quando escolas e instituições decidiram que os alunos deviam interagir com aparelhos gerenciados em vez de máquinas de verdade, como os Millennials faziam.

  • Nietzsche fez a destruição parecer mais sábia do que ela é — ele não passa de um saco?

    É fácil soar inteligente apontando rachaduras. É muito mais difícil dar às pessoas um lugar melhor para morar. A cultura moderna vive confundindo demolição com profundidade, e Nietzsche ajudou a deixar essa confusão glamourosa.