Rapaz, te acompanho quase até o fim, aí chego no "sempre que possível vale a pena lutar até que a morte os separe" e travo numa pergunta: lutar custa o mesmo pros dois?
Por muito tempo quem pagava o preço de ficar era o lado sem renda própria, sem casa no próprio nome, sem pra onde ir. Muita vez não era o amor que segurava, era dependência material vestida de virtude. Quando a mulher passou a poder se sustentar, o divórcio disparou, e não foi o amor virando descartável, foi ficar deixando de ser obrigação disfarçada de nobreza. Antes de erguer o "até que a morte os separe" como ideal, eu perguntaria pra quem esse ideal sempre saiu mais barato.