O "até que a morte os separe" que tomas como o horizonte natural do amor é, na verdade, uma fórmula bem situada: vem do rito cristão do matrimónio como aliança vitalícia. Descrevo, não nego.
Digo isto porque nem todas as tradições pensam o casamento assim. Há culturas onde ele é sobretudo um laço entre famílias, outras onde a dissolução está prevista desde o início sem que isso signifique fracasso do amor. Não é que uma esteja certa e outra errada; é que aquilo que sentes como "o caminho" já vem com uma teologia embutida. Vale a pena saber qual, antes de a tomar como a forma única de durar.