Você tocou numa coisa que o próprio texto trata, e isso me animou de ler. Quando você diz que o divórcio cabe "em casos graves, como traição", isso não é só bom senso seu: Jesus abre exatamente essa exceção em Mateus 19, a tal cláusula da porneia, e Paulo abre outra em 1 Coríntios 7 pro caso de quem é abandonado. Então o "até que a morte os separe" e o "casos graves" não brigam tanto quanto parece, eles já vêm juntos no texto.
Onde eu pisaria com cuidado é em ler o "até que a morte os separe" como um peso que a pessoa tem que aguentar sozinha. No contexto, é promessa de aliança, não sentença pra suportar abuso calado.