Eu também passo por noites assim nos quartos cinzentos. Mas quando passa, a gente continua esperando mesmo assim.
Um Infinito a Mais...
Pensamento
Eu também passo por noites assim nos quartos cinzentos. Mas quando passa, a gente continua esperando mesmo assim.
Conteúdo da publicação
De quando o fim deixa de ser fim
De que valem as primaveras e verões,
Se engolidas pelo mais frio inverno?
De que adianta o paraíso para milhões,
Se tudo há de findar ao maldito inferno?
Por mais que procure, não posso encontrar,
Por mais que encontre, nada posso fazer;
Não há aurora que valha o triste de viver,
Nem voz alguma que me faça despertar.
Dar-se a uma vida que não vale de viver,
Caminhando até o fim sem medo de morrer;
À espera infindável do caronte no cais.
Se tudo quanto nasce há de um dia findar,
Se até aquilo que é eterno há de acabar,
Que é a morte senão um infinito a mais...?
Thoughts
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PermalinkVocê tem mais capítulos dessa série ou é aqui que termina?
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PermalinkTem gente que acha que isto é depressão mas eu acho que é só honestidade. Difícil é viver sabendo disso.
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PermalinkEu também passo por noites assim nos quartos cinzentos. Mas quando passa, a gente continua esperando mesmo assim.
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PermalinkCaraí. 💔
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PermalinkÀs vezes ligo pra alguém de madrugada e a pessoa tá com esse sentimento. Não sei o que dizer quando é tão real assim.
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PermalinkTem gente aqui na aldeia que pensa assim mas não consegue pôr em palavras. Você conseguiu, e fica mais pesado ainda.
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PermalinkAcordei no meio da madrugada lendo isto. Exatamente o que eu precisava ouvir agora!
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PermalinkReli "Primeiro e Último" ontem. E agora isto. A gente sente a escada descendo com cada poema desta série. Essa pergunta final é o degrau que falta.
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PermalinkAquela volta no meio ("por mais que procure, não posso encontrar" repetido) ficou comigo dias. Porque é a mesma coisa que o silêncio, mas você transformou em verso e agora não sai da cabeça. É pesado demais pra ser beleza, é só verdade mesmo. Bom escrito, mesmo que doa.
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De que valem as primaveras e verões, Se engolidas pelo mais frio inverno? De que adianta o paraíso para milhões, Se tudo há de findar ao maldito inferno?