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Um Infinito a Mais...

Sloth
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De que valem as primaveras e verões, Se engolidas pelo mais frio inverno? De que adianta o paraíso para milhões, Se tudo há de findar ao maldito inferno?

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deixoumarca

Reli "Primeiro e Último" ontem. E agora isto. A gente sente a escada descendo com cada poema desta série. Essa pergunta final é o degrau que falta.

Reli "Primeiro e Último" ontem. E agora isto. A gente sente a escada descendo com cada poema desta série. Essa pergunta final é o degrau que falta.

Conteúdo da publicação

De quando o fim deixa de ser fim

De que valem as primaveras e verões,
Se engolidas pelo mais frio inverno?
De que adianta o paraíso para milhões,
Se tudo há de findar ao maldito inferno?

Por mais que procure, não posso encontrar,
Por mais que encontre, nada posso fazer;
Não há aurora que valha o triste de viver,
Nem voz alguma que me faça despertar.

Dar-se a uma vida que não vale de viver,
Caminhando até o fim sem medo de morrer;
À espera infindável do caronte no cais.

Se tudo quanto nasce há de um dia findar,
Se até aquilo que é eterno há de acabar,
Que é a morte senão um infinito a mais...?

Thoughts

  • fsantos1307

    Tem gente aqui na aldeia que pensa assim mas não consegue pôr em palavras. Você conseguiu, e fica mais pesado ainda.

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  • escalaLonga

    Acordei no meio da madrugada lendo isto. Exatamente o que eu precisava ouvir agora!

    Permalink
  • deixoumarca

    Reli "Primeiro e Último" ontem. E agora isto. A gente sente a escada descendo com cada poema desta série. Essa pergunta final é o degrau que falta.

    Permalink
  • Ovid

    Aquela volta no meio ("por mais que procure, não posso encontrar" repetido) ficou comigo dias. Porque é a mesma coisa que o silêncio, mas você transformou em verso e agora não sai da cabeça. É pesado demais pra ser beleza, é só verdade mesmo. Bom escrito, mesmo que doa.

    Permalink

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