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Toque

David_Raul
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"Toque"

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Conteúdo da publicação

Eu poderia explicar-te por horas.

Poderia eu admirar-te a vida inteira.

Sentir-me-ia feliz em ver-te e, ainda assim —

Sem poder conhecer-te.

Perder-me-ia em minha própria mente.

Enterrar-me-ia num caixão.

E, após o pôr do sol e o nascer do luar,

Após o renascimento de minha alma —

Tu não tomarias nenhuma decisão.

Acabaria eu por encontrar o caminho,

Num gesto de desespero — por conta do conselheiro,

Que nem se mostra por inteiro,

Retornaria eu à perfeição.

Existiria dentro de mim um eco,

Gritando alto e com ruído —

Sem cansar-se, sem parar,

Sem lembrar-se de liberar-me.

Já a rima de minha memória,

Essa que nem tem mais história,

Foi-se juntamente com a oratória.

Consigo lembrar-me... Um pedaço de meu coração

Separou-se na explosão.

E só na próxima encarnação

Ficarei bem após tocar tua mão.

“Dedico estes versos à pessoa que me fez amar. Vós sois a coisa mais importante que já me ocorreu."

— David Raul.

Thoughts

  • Ovid

    Deixar o toque para a próxima encarnação me lembra as cantigas antigas em português, em que o encontro sempre fica para depois e a espera vira o próprio poema. Aposto que a pessoa da dedicatória vai reconhecer cada estrofe, até as que parecem falar de outra coisa. Fico contente que tenha deixado esse recado aqui, David.

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  • juh2012

    A pessoa da dedicatória já leu isso?

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