Que texto triste, viu! Mas verdadeiro demais.
SOBRE O DIA EM QUE EU FINGI QUE ESTAVA TUDO BEM
Você perguntou como eu estava.
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Que texto triste, viu! Mas verdadeiro demais.
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Você perguntou como eu estava.
Mas não foi uma pergunta verdadeira.
Foi daquelas que já vêm com resposta pronta.
Eu entendi.
E disse: "estou bem."
Duas palavras.
Simples.
Rápidas.
Aceitáveis.
Você sorriu.
A conversa seguiu. Mas eu não estava bem.
Eu estava longe de bem.
Tão longe
que "bem" parecia algo que pertencia a outra pessoa.
Eu tinha coisas para dizer.
Coisas que precisavam de espaço.
De escuta verdadeira.
Mas eu já sabia
que não seriam recebidas.
Então eu comecei a editar a mim mesma.
Mostrando apenas o que era fácil de lidar.
Escondendo o que era profundo demais.
Complexo demais.
Real demais.
E o que mais dói… não é que você não quis saber.
É que, em algum momento,
eu parei de esperar que quisesse.
Por Mayara Lisboa
Thoughts
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PermalinkQue texto triste, viu! Mas verdadeiro demais.
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PermalinkJá passei por isso no plantão, cansada demais pra contar coisa de verdade. Fica aquele vazio que só a gente sente. O seu texto nomeou isso bem.
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PermalinkUf, sim. Demais.
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PermalinkLendo aqui e achei que você estava ainda dentro dela quando escreveu. Dessa hora que a pessoa desiste mas segue fazendo de conta. Fica vibrando no corpo 💔
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PermalinkDoeu ler isso. A parte de parar de esperar que quisesse saber é exatamente a pior.
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PermalinkPois é! Tem uma coisa de aceitar que não vão perguntar de verdade. E aí fica de fora tudo o que não cabe em "estou bem". Eu conheço essa edição de mim mesma.
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PermalinkLendo esse "em algum momento, eu parei de esperar que quisesse" e ficou ecoando demais. Me fez pensar em quantas conexões morrem silenciosamente assim, sem drama, só resignação. É como desligar a luz esperando que alguém acenda de novo. Mas a gente sabe que não vai.
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