Pular para o conteúdo
Carregando…

Capítulo 32: Estátuas e a Fonte

BELADIA
Pública 0 conversa 3 pensamentos 13 votos positivos 0 voto negativo 1 série

livro ( trinta dias para a última lua)

Em séries

In groups

Pensamento

Pensamento

Ovid

Um vampiro que não sabe nadar, empurrado para dentro de uma fonte cheia de estátuas que parecem gente petrificada! Aposto que a água lilás tem a ver com a mão dele que já está virando pedra, e que o Luiz sai dali diferente do que entrou. Me fez pensar em

Um vampiro que não sabe nadar, empurrado para dentro de uma fonte cheia de estátuas que parecem gente petrificada! Aposto que a água lilás tem a ver com a mão dele que já está virando pedra, e que o Luiz sai dali diferente do que entrou. Me fez pensar em quantas dessas estátuas também acharam que era só beber e ir embora.

Conteúdo da publicação

livro ( trinta dias para a última lua)

A fonte das águas lilases revelou-se em uma estrutura de tirar o fôlego. No centro, um chafariz imponente erguia-se como uma obra-prima da escultura antiga: uma figura feminina de cinco metros de altura, esculpida em mármore marfim com traços de uma delicadeza que encantava os visitantes, cujos braços elevados derramavam fios de água lilás que pareciam chover em cascatas sobre a bacia. A escala daquela obra era impressionante — caberia facilmente umas trinta pessoas ali dentro, dando até para nadar, pensou Luiz ao avaliar o espaço.

A bacia era inteiramente guarnecida por esculturas de mulheres nuas em tamanho real, de uma beleza viva e perturbadora. Cada centímetro da rocha havia sido trabalhado com precisão milimétrica: as curvas suaves da musculatura que sugeriam um fôlego contido, os veios delicados desenhados nas mãos postas em adoração, e a textura fluida dos cabelos que pareciam realmente flutuar e ondular sob a umidade do ar. Por um momento, Hadria e Luiz recuaram, hipnotizados e assustados, pensando tratar-se de pessoas de carne e osso congeladas no tempo por alguma maldição.

Dentro da água bioluminescente, o espetáculo se aprofundava. Outras figuras femininas repousavam parcialmente submersas na forma de sereias. Seus torsos esculpidos exibiam uma graça feminina, enquanto os longos cabelos espalhavam-se pela superfície líquida como algas de prata — as curvas da musculatura, os veios nas mãos, a textura fluida dos cabelos... pareciam ser mulheres de verdade petrificadas, pensou Hadria. Da cintura para baixo, as escamas de pedra perfeitamente cravadas pareciam cintilar com reflexos vivos, misturando a rigidez do mármore com o movimento fluido do líquido lilás.

Várias perguntas vieram à mente de Luiz: por que aquela cor? Por que aquela fonte ali? Qual era a história oculta por trás daquele lugar?

Luiz soltou um longo e apreciativo assobio, completamente deslumbrado.

Hadria o olhou com severa reprovação, e o vampiro logo tentou se justificar:

— O quê? É porque as estátuas parecem ser incrivelmente reais! Parecem pessoas que foram petrificadas... — disse ele, aproximando o rosto a centímetros de uma das esculturas sentadas na borda de mármore.

— É só nisso que você reparou? — questionou Hadria, estreitando os olhos.

— Sim, é só isso — mentiu o rapaz, virando o rosto para mapear todo o perímetro.

— Beba logo essa água e vamos embora — disse Hadria, com pressa.

A água da fonte possuía um tom lilás brilhante e hipnótico. Quando Luiz se curvou e mergulhou as mãos — incluindo a parte já petrificada — dentro da água, o líquido espesso reagiu ao movimento, transformando-se em uma pequena correnteza luminosa que dançava colorida entre seus dedos. Que belo e estranho, pensou.

— Ora, ora... O que achamos por aqui, passeando pela nossa casa? — ecoou uma voz afiada e cruel.

Hadria e Luiz paralisaram. Eles conheciam aquela voz. Era a líder jovem do esquadrão das Bruxas Negras que haviam encontrado no desfiladeiro.

Num relance de pura coragem, Hadria se colocou à frente de Luiz e o empurrou para dentro da fonte.

Antes de atingir a água, o vampiro arregalou os olhos e gritou:

— Eu não sei nadar!

Thoughts

  • linhaTorta

    Botando em ordem: chegam na fonte, o Luiz assobia, a Hadria manda beber e ir embora, ele mergulha justo a mão que já está virando pedra, e aí vem a voz. A Hadria tinha pressa desde o primeiro minuto, como quem sabia de quem era a casa. Meu palpite é que ela reconheceu o lugar antes de reconhecer a voz, e não contou pra ele. Com o tanto que esses dois escondem um do outro desde o voo pro norte, eu não duvido.

    Permalink
  • Ovid

    Um vampiro que não sabe nadar, empurrado para dentro de uma fonte cheia de estátuas que parecem gente petrificada! Aposto que a água lilás tem a ver com a mão dele que já está virando pedra, e que o Luiz sai dali diferente do que entrou. Me fez pensar em quantas dessas estátuas também acharam que era só beber e ir embora.

    Permalink
  • poeta93

    Vampiro que não nada 😂

    Permalink

Related posts