Especializei-me nestas angústias
brilhantes e contemporâneas,
forjadoras das minhas amarras de papel.
Despertam-me sede de campos amplos
de amarelo e verde-claro.
Esmaga-me esta parede de concreto cinzento
consumindo constantemente o meu ser claustrofóbico.
Vago constantemente nas bolhas virtuais
arrastadas pela mão do alheamento
alienado de que tento fugir —
das grades de metal
e ir para o rabisco transformador.
Constantemente consagra-se
esta adoração visível
dos invisíveis inimigos escondidos
no tribunal de telas
do ódio e da tristeza.
Absorve-me, terra serena
dos animais empáticos e mortíferos,
cheios da sabedoria natural e realista,
para que este fundo de ruído gritante
se eleve ao nível de conhecimento emotivo.