Eu esperei três anos por você.
Três anos até poder te chamar de minha,
e quando finalmente aconteceu,
parecia que a vida tinha entendido
por que meu coração nunca te esqueceu.
Você foi minha namorada,
mas também foi minha amiga,
minha companhia,
meu lugar de paz.
Foi alguém que eu amei
não apenas pelo que vivemos,
mas por quem você era
quando estava ao meu lado.
Depois, alguma coisa mudou.
Vieram conversas,
vieram dias diferentes,
e eu tentei entender
sem te prender.
Talvez a vida tenha levado você
por um caminho que eu não podia acompanhar.
E, por mais que doesse,
eu nunca quis decidir por você.
Hoje eu ainda uso sua aliança.
Não porque espere você voltar,
nem porque ache que ainda exista um nós.
Uso porque ainda não aprendi
a colocar no passado
tudo aquilo que meu coração
ainda chama de presente.
Eu devolvi suas coisas.
Devolvi o que podia ser devolvido.
Só não consegui devolver o que senti.
Porque algumas coisas
a gente entrega com as mãos,
mas o coração demora muito mais
para conseguir deixar ir.
Talvez um dia eu passe por você
e consiga apenas sorrir.
Sem procurar no seu olhar
a mulher que um dia escolheu ficar comigo.
Talvez um dia a saudade
deixe de doer
e passe apenas a existir.
Até lá,
eu vou guardar o que foi bonito.
Você foi amor.
Foi amizade.
Foi espera.
Foi verdade.
E, mesmo que hoje doa lembrar,
eu ainda prefiro ter vivido tudo com você
do que passar pela vida
sem nunca ter conhecido
o que foi amar você.
Então vá.
Sem culpa.
Sem medo.
Sem precisar olhar para trás.
Eu não quero que você carregue
o peso daquilo que ficou em mim.
Só espero que, algum dia,
quando lembrar de nós,
você não se lembre do fim.
Lembre-se de alguém
que te amou de verdade.
E se lembrar de mim,
não precisa sentir saudade.
Só sorria.
Porque, apesar de tudo,
eu fui feliz por ter você.
E talvez essa seja
a minha última forma de te amar:
deixar você ir,
mesmo ainda amando.
E por enquanto…
eu ainda uso sua aliança.