A monotonia nos preenche de razão, direcionando,
seja experimentalmente à quem somos como seres sociais.
Eu sinto cheiro de bons dias e maus dias ao lembrar que sou monótono (sou poeta).
Mas porquê livrar-me de tanta ferrugem no momento que reconheço meus dias neutros como "dias neutros"?
E por mais que o gosto do álcool seja usado para limpar a mais suja alma de vós,
Seremos apenas fraturas sedentas por algo mais próximo e existente à boemia,
Ou que nem seja boemia,
possa ser apenas a necessidade de viver,
Aliás, como os seres sociais costumam implorar por isto.
Mas como nossa pura monotonia está longe do fim,
Procure ser lúdico de acordo com a neutralidade,
Ou seja,
Seja humano até em dias não-boêmios,
Ou melhor,
Seja um ser social até quando o social não fizer tanto sentido.
Seja poeta.