este poema é uma bagunça
não tem vírgula nem ponto
eu percebi que eu não sei usá-los
por que o meu maior erro foi
ficar colocando
vírgulas onde
claramente
precisava de um
ponto
final
Este poema não é sobre pontos e vírgulas
e foi assim que tudo começou
como uma dança leve
um sorriso que iluminava
mas logo o brilho se apagou
as palavras doces se tornaram veneno
os olhares que antes aqueciam
agora queimavam
e eu me perdi
neste emaranhado de emoções
a promessa de amor eterno
se transformou em correntes
cada palavra um golpe
cada gesto uma ferida
e eu me vi preso
nesta teia de ilusões
onde o carinho se disfarça
em controle e possessão
as noites sem dormir
o coração acelerado
as dúvidas se tornaram minhas sombras
será que sou eu o errado
ou é você que não vê
o que está se perdendo
neste ciclo vicioso que criamos
as risadas que ecoavam
agora são ecos de dor
e eu me pergunto se um dia
voltaremos a ser quem éramos
mas o tempo passa
e as marcas ficam
e eu sigo buscando
uma saída para este labirinto
mas é difícil deixar ir
quando o amor se mistura
com a dor e a confusão
e eu me pergunto
se um dia conseguirei
encontrar a paz
longe desse caos que criamos
e assim sigo escrevendo
sem saber o que fazer
mas com a esperança de que
um dia encontrarei
a força para me libertar
e reescrever minha história
sem as correntes
que me prendem a você