Causa esta ânsia antagónica
ao medo estruturado
destas parcelas desconcentradas
de moral, de ética e de caráter racional.
Enoja-me esta procriação social
de desfiéis céticos,
de olhares abertos demais...
Este verde está alto demais:
precisa de fogo purificador.
Desprezo a desistência das máquinas
ao ver meninos derramando água salgada
sobre os seus lares de miséria vergonhosa.
Cultivo este espetáculo de ruína,
onde a vossa apatia polida
alimenta o meu desprezo.
Inspira-me ver estas belas violências gritantes
que calam a consciência social coletiva.
Calculo constantemente, dia a dia,
a evolução bela dos meus neurónios
comedores de discriminações cancerígenas.