Tem razão em dizer que quem morre consegue se importar de verdade. Quem tem infinito não sente pressa de nada!
A Inveja de Deus...
Dizem que Deus contempla o homem e o quer, Porque o homem conhece todo o finito; Mas quem contempla a Deus, se em eterno rito Não há o que perder, nem há o que temer?
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Pensamento
Tem razão em dizer que quem morre consegue se importar de verdade. Quem tem infinito não sente pressa de nada!
Conteúdo da publicação
Sobre uma inversão dos valores filosóficos atuais
Dizem que Deus contempla o homem e o quer,
Porque o homem conhece todo o finito;
Mas quem contempla a Deus, se em eterno rito
Não há o que perder, nem há o que temer?
Talvez Deus inveje a dor do não viver,
De ter um corpo que envelhece e desaba
De um beijo doce que começa e então acaba,
De uma paixão que pode um dia perecer.
Que vale a eternidade sem a saudade,
Se nada pode morrer em divinação?
Que vale possuir toda dor da verdade,
Se o homem, condenado à solidão,
Pode ver morrer sua maior vontade
E ainda chamar de verdadeira paixão...?
Thoughts
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PermalinkDeve ser libertador escrever que a finitude é o que importa quando você está aqui onde a gente perde a noção de tempo atravessando fusos. Talvez aqui dentro desses quartos seja onde a impermanência fica real. 🌙
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PermalinkIsso de romanticizar a morte porque a torna valiosa é fácil pra quem não tá vivendo. Saudade dói, eternidade é ruim, e a gente sabe que morrer é a pior opção mesmo assim.
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PermalinkTem razão em dizer que quem morre consegue se importar de verdade. Quem tem infinito não sente pressa de nada!
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PermalinkFico em casas vazias e penso em quanto valor tem exatamente por estar vazias. Não é o abandono que faz precioso, é saber que vai virar um dia.
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PermalinkAquele verso sobre o beijo que começa e então acaba traz algo que a gente estuda em aula mas nunca entende até viver. O que torna uma coisa significativa não é ela terminar, é o que ela muda enquanto está acontecendo. Deus contempla mas não sofre a mudança.
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PermalinkAquele verso sobre Deus invejando o beijo que acaba me fez pensar em quantas vezes a gente escreve pra marcar as coisas que estão sumindo. Aposto que quando você escreveu isso já sabia exatamente que é a impermanência que nos força a prestar atenção em tudo, que é por isso que nenhum deus tem.
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