Temida é essa liberdade, erguida sobre responsabilidades que recaem na facilidade da capacidade produtiva, sustentada por um sistema de trocas, ao mesmo tempo livres e escravas.
Temida ética contraditória, de uma existência exploratória que se apropria do espaço público.
Temida consciência, de uma sociedade irônica, diante de sua própria capacidade de selvageria.
Temido povo, cujo repertório é movido pela idealização de realidades destrutivas e descoladas do cotidiano.
Temidas são as classes antagônicas, e as superestruturas de cooperação cega, produtoras de descarte abundante.
Temida sociedade.