Me vejo aqui sentado no chão frio,
desnivelado, sem nenhum abrigo.
Tornei a pensar no arco-íris
que só tinha a ludibriar comigo.
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Pote de ouro era a doce promessa,
ruína e poesia foi o que se tornou.
Mergulhei fundo naquela conversa
e voltei pelo arco com o que restou.
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Era preciso o envaso das dores,
aquele pote cheio de horrores.
Agora o carrego junto ao peito,
pois só assim finda o martírio feito.
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Pois o bendito conhece o maldito
que ainda tem pra seguir no caminho,
nessa vida marcada pelo dantesco
que carrega o pote até o grotesco.