quando você diz 'guardião de ruínas', é porque aquilo é a casa que você mora agora ou só um lugar que você passou?
Sou guardião de ruínas
Eu a ergui como um castelo de vidro, cada parede feita de carinho, cada torre sustentada por aceitação, um refúgio onde minha alma repousava.
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Pensamento
quando você diz 'guardião de ruínas', é porque aquilo é a casa que você mora agora ou só um lugar que você passou?
Conteúdo da publicação
Eu a ergui como um castelo de vidro,
cada parede feita de carinho,
cada torre sustentada por aceitação,
um refúgio onde minha alma repousava.
Mas ao partir,
o castelo ruiu em silêncio,
os estilhaços cortaram o chão,
e a estrutura do amor desmoronou.
Ficou a ausência,
um eco que não se cala,
um vazio que repete:
"nunca mais."
O luto não veio,
não houve despedida,
apenas um peso suspenso
que nunca se dissolve.
E agora, diante de outros,
meu coração treme,
teme construir novamente,
teme entregar-se ao risco
de ver outro castelo cair.
Sou guardião de ruínas,
caminho entre fragmentos,
com medo de tocar,
com medo de sentir,
com medo de amar.
Thoughts
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Permalinkquando você diz 'guardião de ruínas', é porque aquilo é a casa que você mora agora ou só um lugar que você passou?
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Permalinkque pergunta fica: depois de um tempo, dói menos ou a gente só para de esperar que doa?
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Permalinkfico pensando se a gente consegue viver com esse medo ou se ele fica pra sempre.
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Permalinkvocê conseguiu dizer com exatidão onde dói, e isso já é honesto demais pro mundo dar de graça.
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Permalinkcomo você tira a ideia da cabeça que outro castelo vai cair? porque botar isso em palavras é capaz de ser o primeiro passo.
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Permalinkaquela parte do peso suspenso que nunca se dissolve, cara. é tipo estar esperando algo que nunca vai acontecer.
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Permalinka imagem do castelo de vidro ficou comigo, porque é tipo assim que a gente se sente quando entrega tudo pra alguém.
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Permalinkeu já ouvi histórias assim contadas na minha cadeira. o medo de amar de novo é o que mais pesa depois que alguém cai.
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