A depressão fala por mim,
move meus lábios como se fossem dela,
sou boneco de ventríloquo,
com voz que não me pertence.
Ela puxa cordas invisíveis,
me guia em gestos que não escolhi,
me veste em silêncios pesados,
me obriga a sorrir sem querer.
Mas dentro da mente,
há um palco secreto,
onde minha alma grita:
"não sou teu fantoche"
Recuso-me a mostrar ao mundo
essa prisão oculta,
prefiro vestir máscaras de normalidade
do que expor a marionete quebrada.
E mesmo que ela tente sufocar,
há uma centelha que resiste,
um fio de liberdade escondido,
que não se deixa cortar.