Na floresta sem lua,
cada árvore é um grito calado,
raízes se enroscam nos pés
como correntes invisíveis.
O garoto corre....
mas o chão é um pântano de sombras,
cada galho se estende
como mãos que querem prendê-lo!
O ar pesa...
não é oxigênio é silêncio denso!
é o sopro da desesperança.
Ele tenta fugir,
mas a mata se fecha,
troncos se erguem como muralhas,
folhas sussurram: "não há saída"!
E no coração do bosque,
a esperança é um fósforo apagado,
um brilho que se perdeu
antes de acender a chama.
Mas ainda há movimento,
mesmo que em fuga,
porque correr é também resistir,
e resistir é a semente
que pode quebrar o solo da escuridão!