Uma crônica por um estudante, eu João Hemanoel.
Um cachorro seguiu Pedro até a sua escola. Pedro não sabia que o cão estava seguindo-o. Também não sabia se ele o acompanhava desde que saiu de casa ou se o encontrou pelo caminho.
Em um determinado momento, Pedro se virou para trás e viu o cachorro.
— Pelo visto, ele não tem coleira, então não deve ter dono — disse ele.
Mas o que Pedro queria saber era o motivo pelo qual o animal o havia seguido. Será que tinha sentido algum odor interessante? Ou o garoto usava alguma coisa que havia atraído o cão?
Enquanto Pedro acariciava o cachorro, lembrou-se de que sua mãe tinha feito um sanduíche para ele. Talvez aquele fosse o motivo de o bichinho estar seguindo-o.
O garoto então ficou entre duas decisões: alimentar o cão e ficar sem lanche ou não alimentá-lo e ficar com a consciência pesada. Depois de pensar um pouco, decidiu dividir o sanduíche ao meio e dar uma metade ao cachorro.
Horas depois, já na escola, durante o recreio, Pedro comeu a outra metade do sanduíche. Como havia ficado apenas com metade do lanche, sua amiga Aline, que já sabia da história, imaginou que ele ainda estivesse com fome. Como ela havia comprado dois lanches na escola, resolveu dar um deles para o amigo. Pedro ficou muito feliz e agradeceu à amiga pelo gesto.
Na saída da escola, Pedro encontrou novamente o pequeno vira-lata. Como ele não tinha dono, resolveu levá-lo para sua casa. Após conversar com seus pais, o garoto decidiu adotar o cachorro e deu a ele o nome de Sanduíche, para se lembrar do dia em que conheceu seu novo companheiro.
Às vezes, quando decidimos fazer uma boa ação, a vida encontra um jeito de retribuir. Pode nem ser a recompensa que esperamos, mas fazer o bem nunca é uma perda de tempo. Um simples gesto de bondade pode mudar o dia de outra pessoa e, sem perceber, também pode mudar o nosso.