A DOR DE RESPIRAR
Sinto como se estivesse sempre me afogando.
Como se o ar nunca conseguisse alcançar meus pulmões.
Como se houvesse um peso esmagando meu peito.
Quanto mais eu tento respirar, mais difícil se torna.
O ar parece pesado, denso, como se eu respirasse um gás tóxico que me envenena lentamente a cada suspiro.
Então vêm as palpitações.
O suor frio.
O desespero repentino.
É como se eu estivesse em perigo, como se algo ou alguém estivesse me perseguindo, mesmo quando não há ninguém.
Logo surgem os tremores.
O frio na barriga.
As famosas borboletas no estômago, mas da pior forma possível.
Não são leves. Não são bonitas.
São afiadas.
É como se uma faca atravessasse meu peito lentamente, enquanto meu coração insiste em escapar pela garganta.
O desespero toma conta de mim.
As lágrimas começam a cair.
A voz desaparece.
E, naquele instante, minha mente sussurra apenas uma única frase:
“Chegou a hora.”
USUARIODESCONHECIDO