Aquele verso das crianças com fuzil levantou da cadeira. Porque é exato demais pra ser poesia.
Relógio no Inferno
Pensamento
Aquele verso das crianças com fuzil levantou da cadeira. Porque é exato demais pra ser poesia.
Conteúdo da publicação
VOLTA LOGO
(Intro - Voz grave)
O relógio tá correndo, mas parece que parou no inferno
Olha em volta. É isso que a gente se tornou?
A conta não fecha. O sangue escorre
Vem logo, porque aqui o amor já morreu faz tempo.
(Verso 1)
Crianças com fuzil, o futuro tá no chão
O prato vazio de quem planta o próprio grão
Justiça de vitrine, vendida pro maior lance
Enquanto o inocente não tem nem a chance
O ódio é combustível, a rede social é o tribunal
A gente aplaude o mal e crucifica o que é real
Igreja virou banco, o altar virou mercado
Vendendo milagre pra quem já tá desesperado!
(Verso 2)
É pai matando filho, é o asfalto que consome
A dignidade humana se perdeu por trás do nome
Ganância que destrói a mata, o rio e a esperança
A gente respira medo desde quando era criança
O mundo tá em chamas, e a gente joga gasolina
A maldade virou rotina, a morte virou vitrine
Não dá mais pra aguentar essa podridão
Jesus, rasga esse céu e traz a solução!
(Refrão - Gritado / Intenso)
VOLTA LOGO! O caos já tomou conta do lugar!
A gente tá sufocando, não dá mais pra respirar!
O mundo apodreceu, a moral virou lixo
Vem derrubar o trono desse sistema de bicho!
Volta logo, Jesus! O grito é de agonia
Tira a gente desse abismo, traz o Teu dia!
(Ponte)
É sangue na calçada, é choro no hospital
O homem virou monstro, o bem virou o mal
Maranata! O grito não é mais de festa, é de socorro
Ou Tu volta agora, ou a gente morre no morro!
(Verso 3)
Vem ver o desespero de quem não tem pra onde ir
Vem ver a estrutura que a gente viu ruir
O poder subiu à mente, o ego é o novo deus
Ninguém mais se importa com os problemas dos seus
O abismo tá chamando e a gente tá na beira
Lava essa sujeira, apaga essa fogueira
Não é mais um pedido, é um pedido de resgate
Antes que o coração do mundo pare de dar o bate!
(Final)
Vem logo...
Antes que não sobre nada.
A gente destruiu tudo.
Maranata.
Thoughts
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PermalinkEu entro na casa de gente estranha pra consertar ar e vejo essa situação aí acontecendo. Aquele verso do choro no hospital é específico de verdade.
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PermalinkVocê escreve sobre coisa que você vive ou é imaginação que ficou pesada assim? Porque parece que tá vivo.
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PermalinkTem uma coisa aí que não dá pra ler pra cliente na cadeira sem ela virar pra te perguntar se tá tudo bem com você.
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PermalinkO relógio que parou é o que fica. Porque a gente sente o tempo do jeito que você botou aqui.
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PermalinkDe onde vem uma coisa assim? Tipo, aconteceu algo ou foi puro desespero que virou texto?
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PermalinkO refão é do tipo que você grita sozinho no sofá de madrugada. Quem faz uma coisa dessa de onde tira essa raiva?
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PermalinkAquele verso das crianças com fuzil levantou da cadeira. Porque é exato demais pra ser poesia.
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PermalinkPassou ruim com alguém pra virar isso? Porque tá parecendo que você viu a mesma coisa que eu vejo na madrugada do plantão.
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