A cidade desperta em cores vivas,
paredes cinzentas se rendem ao verde,
o concreto respira flores que rompem,
a geometria severa das ruas cinzentas.
No ar, perfumes se misturam,
um caos de pétalas e ventos,
a estação não pede ordem,
apenas o espanto da renovação.
E nós, passageiros do instante,
abrimos janelas para o improvável,
a Primavera nos invade como manifesto,
um grito vivo contra o silêncio do inverno.
Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)