Estou sozinho, nesse mar, sem água,
Nefasto o jeito que isso afeta,
Desnecessário, o jeito que isso me mata,
A melancolia criou o poeta.
Dez passos à frente,
Cinco cambaleantes para o lado,
Eu sei que você mente,
Mas isso não me deixa atônito, e sim atordoado.
Eu rimo com a fúria da minha dor,
Talvez com pura determinação,
Alimentada com rancor,
Que não deixa absolutamente nada, ser em vão.
Prazer, meu nome é Halsten,
Sou aquilo que cura e mata,
Faço o mal e também faço bem,
Mas isso só com atos e palavras, dispenso o uso de armas.
Meu verso, uma espada,
Você não engana meu faro, nem tato,
Maior inimigo da calma, sem alma,
Assim, então, não raso, mas raro.
Não gosto de me arrepender do que fiz,
Sou o que sou até aqui,
De viver, sei que morri,
Mas você, nem ninguém, vai de novo me ferir.