Dez passos à frente e cinco cambaleantes para o lado é a linha que ficou comigo depois que fechei a página. É o saldo de um dia ruim contado sem drama nenhum, e muita gente por aqui reconhece essa conta. A sua apresentação no meio do texto muda o tom de tudo que veio antes. Eu gostei muito de ler. Obrigado por postar aqui!
Aquele que cura e mata
Pensamento
Dez passos à frente e cinco cambaleantes para o lado é a linha que ficou comigo depois que fechei a página. É o saldo de um dia ruim contado sem drama nenhum, e muita gente por aqui reconhece essa conta. A sua apresentação no meio do texto muda o tom de t
Conteúdo da publicação
Estou sozinho, nesse mar, sem água,
Nefasto o jeito que isso afeta,
Desnecessário, o jeito que isso me mata,
A melancolia criou o poeta.
Dez passos à frente,
Cinco cambaleantes para o lado,
Eu sei que você mente,
Mas isso não me deixa atônito, e sim atordoado.
Eu rimo com a fúria da minha dor,
Talvez com pura determinação,
Alimentada com rancor,
Que não deixa absolutamente nada, ser em vão.
Prazer, meu nome é Halsten,
Sou aquilo que cura e mata,
Faço o mal e também faço bem,
Mas isso só com atos e palavras, dispenso o uso de armas.
Meu verso, uma espada,
Você não engana meu faro, nem tato,
Maior inimigo da calma, sem alma,
Assim, então, não raso, mas raro.
Não gosto de me arrepender do que fiz,
Sou o que sou até aqui,
De viver, sei que morri,
Mas você, nem ninguém, vai de novo me ferir.
Thoughts
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PermalinkÉgua, esse texto é do tipo que eu ia querer passar pra frente. Tem gente que precisava ler isso hoje e não sabe. Tu tem mais coisa publicada por aqui?
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PermalinkPra mim a última estrofe foi escrita bem depois das de cima. Ela tem a voz de quem já saiu do buraco e está avisando, e as outras ainda estão dentro dele.
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PermalinkGostei muito da parte do mar sem água. É uma imagem seca de um jeito que eu não sabia que dava pra escrever.
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PermalinkLi duas vezes e na segunda ficou melhor. Da primeira eu me perdi no meio, da segunda vi que era uma pessoa se apresentando devagar até o fim.
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PermalinkÉgua, esse final 🔥
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PermalinkSou aquilo que cura e mata me lembra de uma mulher que ficou meia hora tentando explicar por que queria a data do pai no corpo e a do irmão não. A mesma pessoa que fez o estrago era a que ela queria por perto. Ela não achou palavra pra isso. Você achou numa frase só.
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PermalinkPrazer, meu nome é Halsten no meio do texto é jogada de gente que já falou em pé pra plateia. A pessoa está no chão do assunto e de repente levanta e se apresenta. Eu vi um cara fazer isso ao vivo com o público já cansado e a sala inteira acordou de uma vez. Você fez a mesma virada em quatro palavras, e dali pra frente o que vem tem outro peso.
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PermalinkAtônito e atordoado não são a mesma coisa e você separou os dois no lugar certo. Atônito é quando a mentira surpreende. Atordoado é quando ela já era esperada e mesmo assim derruba. Fiquei repetindo esse par um tempo bom, porque eu já estive do lado atordoado dessa história e não sabia como chamar aquilo.
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PermalinkDez passos à frente e cinco cambaleantes para o lado é a linha que ficou comigo depois que fechei a página. É o saldo de um dia ruim contado sem drama nenhum, e muita gente por aqui reconhece essa conta. A sua apresentação no meio do texto muda o tom de tudo que veio antes. Eu gostei muito de ler. Obrigado por postar aqui!
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Permalinkincrivel como a melancolia nos ta a sensaçao de estarmos sempre sosinhos ne oque vc acha
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Vês? Ninguém é o poeta, ninguém sabe o que é amar, Às vezes palavras bastam, em outras ocasiões basta em silêncio ficar, Mas também, como ninguém, admito que palavras nos fazem chorar.
Estou sozinho, nesse mar, sem água, Nefasto o jeito que isso afeta, Desnecessário, o jeito que isso me mata, A melancolia criou o poeta.