Vês? Ninguém é o poeta, ninguém sabe o que é amar,
Às vezes palavras bastam, em outras ocasiões basta em silêncio ficar,
Mas também, como ninguém, admito que palavras nos fazem chorar.
Vivo em um mundo onde valemos menos que papel,
Mas a mesma abelha que ferrua, te fornece o doce mel.
Só espero que meu ideal não se desmanche em fel.
Acredito nas minhas virtudes, qualidades e até mesmo defeitos,
Sou minhas atitudes, o que faço, o que fiz e o que por mim foi feito,
Para ser o desastre que sou, por Deus, fui o Eleito.
Sinto, verdadeiramente, o que sou,
Fui, erroneamente, o que fiz,
Ignorei, debilmente, o que ouvi.
Morri por tudo o que quis,
Enganei, como o caos que fui,
Renasci das cinzas que reneguei.
Sou a maldita e bela escuridão,
A procurar luz como solução,
Fugindo da peste negra, que é a razão.
Nasci para fazer o que se fez,
Questionando, aprendi a ser o que fui, sou e serei,
Sentindo falta, percebi o quanto te amei.
Obscuramente, do seu amor fiz uso,
Insanamente, vivi minha vida,
Por cada amor que me fere e deixa confuso.
Por cada dia, por cada mês,
Nesse eterno jogo de xadrez,
Afirmo que o mal feito, se fez.