Mente, a mentira da menina.
A dor ainda atormenta o corpo da menina.
Sorri, brinca e ri da vida.
O tempo passa, e onde foi parar a garotinha?
Mente, a mentira da mocinha.
Ela chega em casa e chora na cozinha.
Sua mãe a abraça, tenta entender
o que houve com sua mocinha.
Outra vez, ela respira fundo
e finge que foi apenas uma besteirinha.
Olha, lá vai aquela mulher distinta.
Misteriosa, arrogante, estranha...
Ela é apenas uma antiga colega minha.
Eu entendo.
Essa sou eu,
e ela sou eu em outra vida.
Se a menina não tivesse mentido,
se a mocinha tivesse dito...
quantas outras passaram por aquilo?
A culpa.
Mas algo diz:
— Você não fez isso.
Então acredito
que essa mulher pode apagar
os resíduos.
(Autoral de Sids)