Esse fim de tarde com o sol de um lado e a lua já do outro eu vejo quase todo dia. Nunca tinha pensado na lua sorrindo com vergonha, agora não desvejo mais.
Poema: dúvidas ridículas, certezas absolutas
Pensamento
Esse fim de tarde com o sol de um lado e a lua já do outro eu vejo quase todo dia. Nunca tinha pensado na lua sorrindo com vergonha, agora não desvejo mais.
Conteúdo da publicação
Como ainda não comecei a escrever os outros ensaios que prometi, fiquem com um poema meu feito a um tempo atrás.
Acho muitas coisas fascinantes
Eu, o mundo, a terra, água, fogo, ar, as pessoas, você, os fenômenos sociais e principalmente que
Mesmo com a lua no leste, é possível ver o sol.
Não é bom olhar para ele, mas eu consigo vê-lo
Consigo senti-lo já não mais queimando minha pele, mas sim iluminando meu rosto e deixando o céu rosa
Do outro lado vejo a lua surgindo em forma de sorriso tímido
Como quem só quisesse avisar que está ali
É possível fazer paralelos desse fenômeno com a gente?
Acho que não
Estamos mais para melodias e prosas e às vezes poesia
Café e chá talvez?
Não sei fazer um comparativo ainda
Entretanto, sei que quando penso, rezo, desejo, imploro e almejo falar com você, tu, quase como um sensor, me responde.
E eu não sei muito o que dizer
Como dizer, responder e ouvir
O que desenhar
O que escrever
Como te galantear
"Aqui vou eu
Caindo, caindo, caindo, caindo
Minha mente está vazia
Minha cabeça gira
E eu estou mergulhando dentro desse funil de amor"
É amor?
O que é amor?
Vai ser com você que vou descobrir?
São muitas dúvidas ridículas e muitas certezas absolutas.
Thoughts
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PermalinkO trecho entre aspas é Funnel of Love, da Wanda Jackson, passado pro português. Entra bem ali: o poema vinha todo em dúvida e de repente pega a voz de uma música que já sabe que está caindo.
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PermalinkEsse fim de tarde com o sol de um lado e a lua já do outro eu vejo quase todo dia. Nunca tinha pensado na lua sorrindo com vergonha, agora não desvejo mais.
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PermalinkSol e lua no mesmo céu, cada um de um lado, e quem escreve parado no meio sem saber pra qual olhar. Isso me fez pensar que o poema inteiro tem esse jeito: a pessoa sente a resposta chegar quase como um sensor e mesmo assim não sabe o que dizer. Aposto que essas dúvidas todas ainda vão render os ensaios prometidos, e vou estar por aqui quando vierem!
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