A um ano atrás, eu estava devendo ao homem alto, necessitando de apenas alguns pontos para me livrar dele. (Felizmente não da primeira maneira que se pensa). Ele era... Seria relevante? Apenas lembro que possuía uma irmã, idêntica a ele: nariz arqueado, rosto triangular, o timbre da voz cadenciado (irritantemente agradável); "... Seu cabelo bagunçado reflexo da personalidade de seu dono ...": descrito em algo que não é de minha autoria (nem escrito para mim, como erroneamente disseram). Mesmo após ter lido, não possuo certeza, mas suspeito que seja ele, "... Sentei aqui sozinha, vê? ...": vejo, e que está.
"... Nos meus olhares carrego a inocência de um cego, e as intenções de um lobo ...": novamente... Agora percebo a possível interpretação que posso ter provocado, ou na verdade o quão "engraçado", tal trecho possa ter sido; ou soado. Não me arrependo (Não estou sendo cínico, claro).
Eu, após muito pensar sobre: enxergo finalmente o ponto final. Se caso for, ele, eu apenas revivi as atitudes dele: "... Eu era seu objetivo ...", "... Queria a mim como um atleta busca por sua medalha, como alguém cobiça por um produto ...", "... criança que ganha um brinquedo novo ...", "... sua obsessão me perturbava ...". Enfim já me era nítido um dos principais motivos (para o atual): eu não lhe era conveniente ou sequer 'agregador' (sendo aqui, ao menos, discreto). E mesmo assim lhe dei flores com um cartão. É Ilário, um obrigado ou sequer a ternura de um olhar doce, não foi dirigido à mim, nem ao homem alto. Não me identifiquei no cartão. Porque? Não imaginava que estaria disputando sua atenção.
Eu queria sua atenção; migalhas? Talvez.