Seus vícios de linguagem aparecem quando conversa casualmente, com alguns alunos de que gosta, é notório seu repertorio intelectual; mas sua jovialidade e sua animação ao ser ouvida a levam à um tom casual. A cerca de semanas atrás, antes de... aquela carta; eu haveria de ter lhe contado sobre coisas que conheço em relação as pessoas ao nosso redor (Para logicamente não dizer que lhe estava contando 'fofocas'), considero ter feito algo estupido para manter a conversa ao mencionar algo que ocorrera comigo; seu constrangimento era evidente, mas, obtive sucesso ao tentar contorná-lo, e receber um sorriso. Seu rubor e embriaguez por eu ser seu ouvinte e meu olhar, eram evidentes, até demais: provável motivo pelo qual hoje não põe os olhos em mim, e quando ocorre um ocasional encontro sou tratado como um desconhecido.
Aqueles olhos cortam minha carne no meio. O desdém por um elogio que admito ter saído cínico, não propositalmente claro, foi... Não era um momento oportuno ou propício, para um simples atrevimento, devo dizer: estupido. Ainda considero, penso, no que deveria dizer ou fazer em relação a esse silêncio. Mas, estou mais uma vez aqui, e a observando. Com um homem alto de cabelos cacheados, e de aparência que nesta não me convêm descrever; ela conversa, casualmente, este que: ironicamente, retornou a ser apenas seu colega formal de trabalho. Quando ele se finalmente se foi, pude perceber seu desanimo (Creio eu.). Acabei me fixando por tempo demais; a inquieta, e ao mesmo tempo amável: olhou para os arredores, percebendo-me, desviei olhar o mais rápido que pude, não creio que fui eficiente o bastante.
"...Até quando aguentarei minha ousadia?...", "...Doce rubor que tira meu juízo!..." Apenas uma carta infeliz, que admito ter escrevido cedo demais; com intenções demasiadamente intensas.