Má, maldosa.
Eu nunca seria capaz de cortar uma rosa.
A escuridão do mundo, já vi da borda, e tudo o que consegui fazer foi questionar o porquê.
Eu sou fraca, e não quero ser forte.
Eu sou oculta, mas todos veem minha face.
Sou capaz de fazer o mal, de acabar com seres que considero inconvenientes.
Aranhas, formigas... esses animais pequenos.
Eu sou má. Sei o tamanho dos demônios que enfrento.
Eu sou boa?
Provavelmente para os poucos que conheço.
Boa ou má, no final, meu intuito é acertar.
O menor dano possível. Mira certeira desde o início.
Quem sou eu para julgar os ímpios?
Mas, se um aviso for lançado e não houver um motivo razoável para ignorá-lo...
Como pode me fazer ficar calada?
Não sou boa, nem má.
O mundo não é bom, nem mau.
Mesmo o ser humano mais podre teve alguém que o amou até o final.
Como puderam ficar calados, vendo algo incorreto?
Como dormem tranquilos, sabendo que alguém vai lidar com todo esse inferno?
Seriam bons ou maus?
Perdão?
Perdoe.
Mas a justiça sempre é grande.
De um jeito ou de outro:
plante, arranque.
(Autoral de Sids)