série (Conselhos de Mãe)
Minha Querida,
Existe um grande número de mulheres que viveram e vivem em ambientes nos quais aprenderam, desde muito cedo, que não seriam aceitas se fossem elas mesmas. São mulheres inteligentes que escondem a própria capacidade; são meninas espertas que fingem não o ser; são jovens bonitas que permitem que terceiros definam o seu valor, reduzindo a própria autoestima a nada. Esse comportamento é conhecido como camuflagem. É como viver em uma caixa apertada ou ser uma planta impedida de crescer e florir. Para se adequar à medida do grupo, você acaba se podando o tempo todo. Essas mulheres tentam ocultar que são belas, inteligentes e capazes apenas para caber no meio de pessoas que não suportariam ver como elas realmente são. A questão central é: você não precisa conviver com pessoas assim.
O grupo social exerce uma força avassaladora. Entenda que se trata de neurociência: a atuação dos neurônios-espelho é um mecanismo cientificamente comprovado. Nós nos tornamos a média das cinco pessoas com quem mais convivemos, pois espelhamos comportamentos de forma involuntária. Você desejará pertencer a um grupo, ser aceita e incluída em todas as fases da vida, e isso é compreensível; buscar aceitação é inerente à natureza humana. Contudo, aprenda a viver para si mesma, consolidando sua identidade muito além do círculo social.
Uma mulher inteligente, forte e determinada, que sabe quem é e para onde está indo, não tem muitos amigos. Ela possui inúmeros conhecidos, mas os amigos verdadeiros serão poucos — talvez um ou dois. Portanto, não desperdice seu tempo tentando se inserir em um meio que não está alinhado à sua essência.
Uma mulher com essas características assusta homens fracos e medianos; paralelamente, desperta a inveja e a raiva de outras mulheres que ainda não consolidaram a própria identidade. Se você permitir o acesso dessas pessoas ao seu convívio íntimo, enfrentará um desgaste psicológico severo. Esses indivíduos não desejam vê-la prosperar ou viver em plenitude. Ao se cercar de pessoas sem propósito, que zombam dos outros ou que se perdem em vícios e futilidades, você inevitavelmente absorverá o fardo dessa convivência. O texto bíblico adverte que "as más companhias corrompem os bons costumes". Neste contexto, não se trata de religiosidade, mas do reflexo prático da neurociência já mencionada. Escolha manter por perto pessoas que a inspirem a alcançar a sua melhor versão. Se você precisa alterar quem é para ser aceita em um grupo, esse grupo definitivamente não é o seu lugar.