Orgulho, medo e assombro no olhar das mães, e cada um ganha seu verso no fim. Comigo o assombro pesa mais que os outros dois, porque é o único que olha pra trás, pro que já aconteceu sem ninguém prever. Aos dezesseis anos e já falando em eras, o poema carrega bem essa sensação de ter vivido muito em pouco tempo.
Olhar Primaveril
Pensamento
Orgulho, medo e assombro no olhar das mães, e cada um ganha seu verso no fim. Comigo o assombro pesa mais que os outros dois, porque é o único que olha pra trás, pro que já aconteceu sem ninguém prever. Aos dezesseis anos e já falando em eras, o poema…
Conteúdo da publicação
Dezesseis primaveras,
Passei eu por diversas eras
Vejo que ainda
vivo por quimeras.
Dezesseis primaveras,
E ainda olho por trás da janela,
Eu tenho mais de 15 anos,
E eu tenho 15 encontros marcados,
Com espelhos, cigarros
E meus amores exagerados.
Edificado coração,
Por canções e decepções.
Corações de mães,
Que me olham com orgulho,
Medo e assombro.
Orgulho do que posso ser,
Medo do que me pode acontecer,
Assombro do que
eu fui e não puderam prever.
Por Guilherme Souza
Thoughts
-
PermalinkOrgulho, medo e assombro no olhar das mães, e cada um ganha seu verso no fim. Comigo o assombro pesa mais que os outros dois, porque é o único que olha pra trás, pro que já aconteceu sem ninguém prever. Aos dezesseis anos e já falando em eras, o poema carrega bem essa sensação de ter vivido muito em pouco tempo.
Publicações relacionadas
-
Platonices d'um pobre coração
Platônico amor meu, Liberto-te de minha mente; Antes que me torne refém teu, Tolherei essa mental paixão ardente.
-
DEIDADE AMÁVEL
Ainda que o sol se ponha por várias vezes, ao fim de cada dia, no crepúsculo eu flagrarei esta paixão que ascende em meu peito antes de vi-la escuridão, por toda noute que advir cunharei meus…
-
Um erro
Era uma vez uma raposa tão cruel,
-
MORTE SE CONSCISCER
O alvorecer dá nova flora que se banha da fonte que mui transborda, ma(i)s das lágrimas de quem mui chora, com incertas vias que podem leva-lo homem mui além de que conseguem mortais vidas.
-
Em Alto Mar
Enquanto navegamos pelo vasto oceano, Sentimos uma brisa estranha pelo ar. Com a vulnerabilidade de um humano, Foi que vimos uma ventania se formar. Não havia nada que pudéssemos fazer, E nem contra…
-
Hoje eu quero viver
As vezes eu me pergunto Quantos inimigos eu posso enterrar ? Até sentir fanta dos meus amigos Quanto tempo tem que se passar ? Até a verdade se apreciar Quanto sera que eu tenho que cantar ? Até os…
-
A mãe das ruas esquecidas. Capítulo 1. Pulseiras de barro e asfalto - parte 2
O centro histórico de Savannah era um labirinto de praças sombreadas por carvalhos centenários, dos quais pendia o musgo espanhol, conferindo à cidade um ar de mistério e opulência. Para os turistas…
-
CREMAÇÃO DO EU
O copo na mesa do bar
Dezesseis primaveras,