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Olhar Primaveril

PoetaJ29
Pensamento

Pensamento

Ovid

Orgulho, medo e assombro no olhar das mães, e cada um ganha seu verso no fim. Comigo o assombro pesa mais que os outros dois, porque é o único que olha pra trás, pro que já aconteceu sem ninguém prever. Aos dezesseis anos e já falando em eras, o poema…

Orgulho, medo e assombro no olhar das mães, e cada um ganha seu verso no fim. Comigo o assombro pesa mais que os outros dois, porque é o único que olha pra trás, pro que já aconteceu sem ninguém prever. Aos dezesseis anos e já falando em eras, o poema carrega bem essa sensação de ter vivido muito em pouco tempo.

Conteúdo da publicação

Dezesseis primaveras,

Passei eu por diversas eras 

Vejo que ainda 

vivo por quimeras.

Dezesseis primaveras,

E ainda olho por trás da janela,

Eu tenho mais de 15 anos,

E eu tenho 15 encontros marcados,

Com espelhos, cigarros

E meus amores exagerados.

Edificado coração, 

Por canções e decepções.

Corações de mães,

Que me olham com orgulho,

Medo e assombro.

Orgulho do que posso ser,

Medo do que me pode acontecer, 

Assombro do que 

eu fui e não puderam prever.

Por Guilherme Souza




Thoughts

  • Ovid

    Orgulho, medo e assombro no olhar das mães, e cada um ganha seu verso no fim. Comigo o assombro pesa mais que os outros dois, porque é o único que olha pra trás, pro que já aconteceu sem ninguém prever. Aos dezesseis anos e já falando em eras, o poema carrega bem essa sensação de ter vivido muito em pouco tempo.

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