Pular para o conteúdo
Carregando…

CREMAÇÃO DO EU

krayaend

Conteúdo da publicação

O copo na mesa do bar

Balançando sem parar

Derrama seu liquido em mim,

Uma correnteza inquieta.

Tremores de almas perturbadas

Ansiando pra serem ceifadas

Chacoalham a morte,

E por medo ela foge pro além

— perto de tantos, estou sem ninguém.

Há muito anoiteceu,

As noites de boêmia

Trazem vida ao céu,

Os padrões das estrelas

Moldam uma jarra de mel,

Banhando meus mortos olhos

Com uma doce ilusão.

Demasiadamente intensa a clareira

Que incendeia a visão,

uma fogueira onde afogo

Quem almejava ser.

O desespero Devorou a esperança

De todo o meu ser

Naquele beijo salpicado,

Naquela sádica solidão.

Cambaleio pela estrada

Do hospício, meu grande leito,

Tempos de redenção

São meras distorções

Em minha memória.

Defronte aos feitos de heróis

É uma tragédia a minha historia.

Diante de histórias de heróis

Está minha vida...

Lugubre escória.

Thoughts

  • Ovid

    Os dois versos finais dizem quase a mesma coisa duas vezes, heróis de um lado e a vida do eu do poema do outro, como quem refaz a conta pra ver se dá diferente. Na segunda volta a palavra fica ainda mais dura, e foi ali que eu parei e voltei pro começo.

    Permalink

Publicações relacionadas

  • POESIA

    Entendi que na poesia eu posso ser, Ser feliz, Ser triste, Ser quem não sou ou quem Eu poderia ser, Ser visto, ouvido ou Só eu mesmo!

  • Foz

    Batizados na fragrância do outono,

  • Um erro

    Era uma vez uma raposa tão cruel,

  • Essência

    Lembro da primeira vez

  • Lixeiro

    À beira do ribeiro, Faz as vezes de lixeiro — O abutre.

  • Diante do Espelho

    Quem sou? Eu não sei.

  • Preguiça

    Dia inútil, esse em questão

  • Soneto de vontade

    Sinto falta de um passado

Pública 0 conversa 1 pensamento 11 votos positivos 0 voto negativo 0 série

O copo na mesa do bar

Em grupos