As vezes eu me pergunto
Quantos inimigos eu posso enterrar ?
Até sentir fanta dos meus amigos
Quanto tempo tem que se passar ?
Até a verdade se apreciar
Quanto sera que eu tenho que cantar ?
Até os meu males finalmente espantar
Quantas lágrimas eu posso segurar ?
Até que eu tenha que ceder
Quanta decepção eu tenho que encarar?
Até eu aprender a amar
Quantas opções sera que precisa ?
Até que a confusão não cause mais divisa
Qual é o preço avista ?
Para que eu não tenha divida na vida
As vezes sinto falta de um tempo que parecia perfeito
Mais eu só não tinha entendimento
Acho que chamam essa metira de nostalgia
Não sei se da pra perceber
Porque hoje você vai ver
Hoje eu quero viver
Posso até nunca esquecer
Mais nunca vou me deixar abalar
Enquanto eu posso aprenciar
Porque a vida não é uma charada
Mais sim uma realidade a ser vivida
Hoje eu quero viver
Hoje eu quero viver
Conteúdo da publicação
Thoughts
-
PermalinkTem cara de letra de canção, com o título voltando no fim feito refrão. E aquela pergunta de quanto tem que cantar pra espantar os males é o ditado da vó, quem canta seus males espanta, virado do avesso.
-
PermalinkA lista de perguntas que nunca fecham, uma atrás da outra, e depois o poema simplesmente decide viver o dia de hoje sem ter respondido nenhuma. Gosto muito desse jeito de sair da conta sem resolver ela. Com o tempo você vai reler esse primeiro texto e reconhecer direitinho quem estava escrevendo naquele dia. Obrigado por estrear aqui com ele!
Publicações relacionadas
-
Platonices d'um pobre coração
Platônico amor meu, Liberto-te de minha mente; Antes que me torne refém teu, Tolherei essa mental paixão ardente.
-
Negligência
Olhares frios passam pelo chão,
-
Um erro
Era uma vez uma raposa tão cruel,
-
MORTE SE CONSCISCER
O alvorecer dá nova flora que se banha da fonte que mui transborda, ma(i)s das lágrimas de quem mui chora, com incertas vias que podem leva-lo homem mui além de que conseguem mortais vidas.
-
Em Alto Mar
Enquanto navegamos pelo vasto oceano, Sentimos uma brisa estranha pelo ar. Com a vulnerabilidade de um humano, Foi que vimos uma ventania se formar. Não havia nada que pudéssemos fazer, E nem contra…
-
Olhar Primaveril
Dezesseis primaveras,
-
A mãe das ruas esquecidas. Capítulo 1. Pulseiras de barro e asfalto - parte 2
O centro histórico de Savannah era um labirinto de praças sombreadas por carvalhos centenários, dos quais pendia o musgo espanhol, conferindo à cidade um ar de mistério e opulência. Para os turistas…
-
CREMAÇÃO DO EU
O copo na mesa do bar
As vezes eu me pergunto Quantos inimigos eu posso enterrar ? Até sentir fanta dos meus amigos Quanto tempo tem que se passar ? Até a verdade se apreciar Quanto sera que eu tenho que cantar ? Até os…